29 de abril de 2016 • 1:11 pm

Maceió

Policiais mantêm ocupação no Porto mas liberam entrada de caminhões

Nova rodada de negociações, mediada pelo Tribunal de Justiça, está prevista para as 17h desta sexta-feira, na Esmal

Por: Da Redação com Assessoria
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Em greve desde o dia 18 desse mês, os policiais civis de Alagoas decidiram durante reunião ocorrida na manhã de hoje pela manutenção do acampamento em frente ao Porto de Maceió, localizado no bairro de Jaraguá. A entrada e saída dos caminhões de combustíveis, no entanto, será liberada pelos grevistas, que persistem na mobilização em busca de acordo com o governo do Estado.

Às 17h de hoje, na Escola Superior de Magistratura de Alagoas (Esmal), no bairro do Farol, os policiais participam de uma nova reunião de conciliação com o desembargador Washington Luiz, presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas (TJ/AL), e os secretários de Segurança Pública, Paulo Domingos de Araújo Lima Júnior, e de Planejamento e Gestão, Christian Teixeira.

Durante audiência ocorrida na noite de ontem, o presidente do TJ, desembargador Washington Luiz, recebeu lideranças do Sindicado dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol). Eles dialogaram em busca de um acordo, mas o magistrado deixou claro que as decisões judiciais  devem ser cumpridas: duas de ilegalidade de greve – que determinam o retorno imediato dos policiais às suas atividades; e uma de reintegração de posse do Porto de Maceió, ocupado pela categoria, desde a última terça-feira (26).

Foto: Agência Alagoas

Reunião ocorrida no TJ, na noite de ontem, buscou estabelecer acordos entre o governo e policiais civis. Foto: Agência Alagoas

No encontro, o presidente do Sindpol, Josimar Melo, relatou que os grevistas priorizam cinco dos 23 itens da pauta de reivindicações (piso salarial de 60% de remuneração dos policiais civis, implantação das progressões e pagamento retroativo; pagamento do risco de vida e de insalubridade).

Em resposta, o secretário de Segurança comentou sobre as dificuldades enfrentadas pelo Governo e apresentou a proposta de discussão do piso salarial a partir de R$ 3.600,00 para o mês de agosto, revelando ainda que o governo propôs aumentar o valor destinado ao pagamento retroativo de R$ 200 mil para R$ 300 mil ao mês e inserir as devidas progressões até o mês de dezembro.

A proposta não foi aceita pela categoria.

Prejuízos

Apesar de o presidente do Sindpol ter enfatizado que os serviços da polícia não pararam completamente, já que a categoria continua realizando os flagrantes, o presidente do TJ afirmou que a situação não pode continuar, dando ênfase aos prejuízos sofridos em função da descontinuidade dos serviços do Porto, parado desde que foi ocupado pelos grevistas. Segundo cálculos da administração portuária, os prejuízos chegam na casa dos U$ 100 mil diários. “O estoque de combustível no Estado vai acabar. Essa ocupação no porto não tem amparo legal”, afirmou o desembargador.

Na manhã de hoje, em entrevista à Rádio Correio, o governador Renan Filho assegurou que não fará uso da Polícia Militar de Alagoas na desapropriação do porto, confirmando que o canal de negociações segue aberto até que se chegue a um consenso.

“Não vou colocar a Polícia Militar em confronto com a Polícia Civil […]. O Governo do Estado está inteiramente aberto ao diálogo. Estou à disposição para debater a situação na mesa de negociações, que é o local apropriado”, disse.

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