12 de junho de 2016 • 10:02 am

Artigo

Porque hoje é 12 de junho – Dia dos Namorados

As lembranças de paqueras e namoros na adolescência (1960 e 1970).

Por: Da Redação
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Por Pedro Rocha*

(Paqueras e namoros na adolescência (1960 e 1970) – Hoje recorro a um período da minha adolescência durante as décadas de 1960 e meados de 1970. É claro que diante da evolução dos tempos e com a inserção da informática muita coisa mudou em nossa volta e para melhor à geração dos nossos filhos e netos.

Voltando as minhas raízes e em particular a cidade de Paulo Jacinto-Al, situada entre a região do semi-árido e da mata, a 116 km da capital alagoana, onde passei os meus primeiros 16 anos de existência.

Foi um período rico em diversão, estudo, paqueras, namoros e dos bailes carnavalescos e sociais. Nos tempos escolares, brincadeiras de rua, jogos de futebol, festas da Padroeira, das quermesses, dos serviços de sons através dos recados, grêmios, espera do trem na estação ferroviária, aniversários na escola ou residências onde surgiam as paqueras e flertes com a garotada.

Claro que era um tempo em que um “simples olhar”, um “piscar de olhos”, um “leva e trás” de uma colega da paquera tinha o efeito positivo para a realização do namoro. Era um namoro à distância da troca de olhares, que só tinha aproximação quando se fazia um trabalho escolar em grupo, ou através de um “beijo roubado” por ocasião de um baile.

A aflição se tornava mais latente, quando vez por outra aparecia o irmão ou os pais da paquera. A separação era fato consumado. As assessoras do cupido sabiam fazer bem o meio de campo. Logo arranjavam uma maneira peculiar ou um pretexto para atenuarem o risco de desvendar o namoro.

Às vezes ficavam de plantão nas esquinas a qualquer momento um aceno ou uma corrida em direção aos “pombinhos apaixonados”, era um sinal de perigo para o mexerico!

Na década de 1960 época da Jovem Guarda, Renato e seus Blue Caps, Beatles e dos Rolling Stones faziam a cabeça dos jovens com a música. Eu tinha cadeira cativa nos sábados para assistir o programa do Rei Roberto Carlos e Cia, na casa de uma família detentora de televisão, coisa rara para a época, assistir o programa Jovem Guarda pela Rede Tupi.

Já no início dos anos 70 curtia MPB ( Caetano, Gil, Chico, Milton Nascimento), The Fevers, Renato e seus Blue Csps e Os Incríveis. Assim curtíamos as músicas pelos serviços de som da cidade, pelas Rádios Am das cidades circunvizinhas.

E o Clube Social era o nosso palco, após os jogos de futebol – peladas diárias ou durante as férias -da reunião da juventude, ensaiando os passos de “dois prá lá, dois prá cá”, em meio as paqueras e namoros que alimentavam os corações dos jovens e apaixonados casais, enquanto na vitrola o som da banda The Fevers tocava: 🎶 Perdi você porque não julguei. Que o nosso amor não fosse durar…🎶

De fato o tempo passou – rapidamente – e uma geração foi marcada pela passividade das cidades interioranas, hospitalidade dos seus habitantes, pelos eventos tradicionais e pela ingenuidade – sem malícias.- dos seus jovens.

De vez por outra surgia um “mais enxerido”, “cheio de lábias” e era mais incisivo com o “broto”. O amor brotava suavemente entre dois corações apaixonados e suas batidas céleres insinuavam a marca do cupido.

O primeiro beijo, o primeiro abraço, o primeiro amor, enfim era a marca dos hormônios em efervescência! Os jovens em suas descobertas corporais. O sexo era um tabu – os pais faziam a cabeça dos filhos – eles viviam sob os holofotes da paixão e nem imaginavam que estavam numa ditadura militar!

Nem precisavam saber!

Pedro Rocha*Pedro Rocha – é Administrador e cronista paulojacintense.

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