19 de setembro de 2016 • 8:37 am

Blogs » Fátima Almeida

Por segurança e salários: Uma nova greve que se anuncia na Polícia Civil

Policiais vão jogar no lixo coletes vencidos e se preparam para deflagrar nova greve

Por: Fátima Almeida
Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterEmail this to someone
Divulgação Sindpol

Divulgação Sindpol

Num ato simbólico marcado para as 9h desta segunda-feira (19), em frente à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), os policiais civis de Alagoas vão ‘jogar no lixo” os coletes à prova de bala que estão com data de validade vencida. E são muitos, conforme denúncia do sindicato da categoria (Sindpol), publicada neste blog, no começo deste mês.

Leia: (http://eassim.net/sem-coletes-balisticos-policiais-civis-sao-orientados-a-nao-realizar-operacoes/)

Na ocasião, a entidade já havia informado a situação à Secretaria de Segurança Pública e solicitado providências, mas a resposta da Delegacia Geral de Polícia foi de que não há condições de repor o equipamento a curto prazo. A previsão é para dezembro.
coletes PB

Colete vencido | Foto Sindpol

Com validade vencida, os coletes que estão em uso não oferecem aos policiais nenhuma segurança para o exercício de suas atividades. E se não servem mais para o uso seguro, serão devolvidos ao Estado como lixo.

NEGOCIAÇÃO
O ato desta segunda-feira é o primeiro de uma série programada para esta semana, em defesa de melhorias salariais e de condições de trabalho, e que pode culminar na deflagração de uma nova greve na próxima sexta-feira.
No primeiro semestre, entre os meses de abril e maio, os policiais civis fizeram uma paralisação de quase um mês, em defesa de um piso dalarial de aproximadamente R$ 8 mil – o equivalente a 60% do piso de um delegado.
Após várias rodadas de negociação, a categoria recusou, em assembleia realizada na quinta-feira passada (15), a  oferta do Governo, de piso de R$ 3.522, mais reposição parcial das perdas salariais relacionadas à inflação. Seriam 3% em 2017 e 8% em 2018.
Na mesma assembleia policiais ajustaram sua proposta para um piso salarial de R$ 5.500 em duas parcelas, uma para este ano e outra para 2017, mais reposição da inflação. Nas contas do Sindpol, a categria perdeu 5% no ano passado, e mais 10% este ano, o que dá uma soma de 15% da inflaçao. E fica difícil negociar, quando o Governo não garante, sequer, a reposição da inflação de 2016, dentro do ano em curso.
MOBILIZAÇÃO
Pela programação do Sindpol, além do ato de hoje, os policiais devem realizar, nesta quarta-fera (21) uma paralisação geral, impedindo, inclusive, o funcionamento do Complexo de Delegacias Especializadas (Coe), em Mangabeiras.
Além da pauta local, o ato faz parte da mobilização nacional contra a PEC 241/2016 e o PLC 54/2016, em tramitação no Senado, com propostas que precarizam os serviços públicos e causam prejuízos aos trabalhadores.

Na sexta-feira (23) os policiais civis voltam a se reunir em nova assembleia, dessa vez com indicativo de greve, se até lá o governo não avançar nas propostas de atendimento às reivindicações da categoria.

Enquanto isso, na Grota do Arroz…

 

Deixe o seu comentário