7 de julho de 2015 • 11:07 am

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Prédio da educação: obra do descaso e da omissão

A culpa é do vigia e da maioridade penal

Por: Marcelo Firmino
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As imagens do desabamento do teto do prédio da Secretaria de Educação do Estado dão a exata dimensão de como nossos governantes trataram e tratam a educação no Estado. Há muita politicagem eleitoral e muito pouca política pública voltada para o setor.

Mas, revela mais ainda o quanto foi cruel e desastrosa a gestão da educação alagoana no governo passou. Mais lamentável é saber que essas coisas acontecem impunemente. Isso por que não se imputa a responsabilidade a gestores de colarinho. O pato, paga sempre, o pobre mortal que, normalmente, não tem onde cair morto.

É praxe.

Obra do descaso e da omissão.

Obra do descaso e da omissão.

Não é à toa, que em Alagoas a instituição que deveria estar no pleno exercício da fiscalização dos gestores, sem o menor atrelamento, passou a se irmanar na execução dos deveres e tarefas do Poder Executivo. Como assim?

Basta perceber que virou  moda, em Alagoas, os agentes do Ministério Público largarem  os cargos para os quais foram nomeados para se tornarem membros de equipes de governos. Foi assim na gestão passada e tem sido assim agora. O que soa, claramente, como estratégia dos Executivos de blindagem de suas administrações, junto as instituições que deveriam exercer o magnânimo papel que a Constituição da República lhes outorgou.

Assim, por mais determinação e isenção de alguns, sempre fica a suspeita nítida do compadrio de poderes. Daí, a impunidade reina.

O prédio da Secretaria de Educação é prova real. A perda do ano letivo de 2012 é ainda muito mais. Ou seja é a obra do descaso e da omissão.

Bem. Mas é óbvio que alguma coisa está sendo feita por algum ‘Sherlock’ de plantão e naturalmente esses acontecimentos nefastos vão ser imputados a alguém.

Se os vigias da Secretaria não forem responsabilizados pelos fatos, certamente algum menor de 16 anos será. Afinal, aqui e acolá, para o que acontecer de ruim nos dias atuais não faltarão vozes inflamadas no brado de que tudo é culpa da maioridade penal.

Assim a vida segue, politicamente falando, com cada um cuidando dos seus interesses, por que no próximo ano tem eleição.

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