29 de julho de 2016 • 8:32 am

Justiça

Prefeito de Canapi é conduzido coercitivamente para depor na Federal

Celso Luiz e mais 13 servidores foram denunciados pelo Ministério Público acusados desviarem R$ 10 milhões.

Por: Da Redação
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Print this page

O prefeito de Canapi, Celso Luiz, de Canaí, está sendo conduzido coercivamente esta manhã à Polícia Federal  acusado de liderar um grupo que desviava dinheiro público do município.  As informações acusam desvios na ordem de R$ 10 milhões.

Em uma operação conjunta com o  Ministério Público Estadual  a PF de atua no sertão contra o crime de improbidade administrativa, nesta sexta-feira, 29. O prefeito Celso Luiz é candidato a reeleição e esta operação é mais um golpe em suas pretensões de manter o poder municipal.

Celso Luiz: prefeito

Celso Luiz: prefeito

A operação foi denominada de  Operação Triângulo das Bermudas. O nome é uma alusão aos municípios de Canapi, Inhapi e Mata Grande, que formam um triângulo no mapa do Estado e sofrem influência do grupo político investigado.

De acordo com o Ministério Público, além do mandado de condução coercitiva do prefeito foram expedidos também treze mandados  de busca e apreensão em Maceió e em Canapi. Os detidos deverão ser ouvidos por delegados federais e promotores de Justiça.

Para respaldar as ações o MPE ajuizou uma ação cautelar preparatória  por atos de improbidade administrativa na última quarta contra o prefeito e cinco servidores públicos. O grupo é acusado de desviar dinheiro da prefeitura por meio de transferências para contas de pessoas que jamais prestaram serviços ao Executivo.

A ação cautelar foi proposta contra o prefeito Celso Luis Tenório Brandão; Carlos Alberto dos Anjos Silva, secretário Municipal de Finanças; Jorge Valença Alves Neto, secretário de Assuntos Estratégicos; Chaplin Iachdneh Varejão Pascoal de Oliveira, chefe de Divisão de Execução Orçamentária da Prefeitura de Canapi; Francisco Barbosa da Silva, controlador Interno; e Lucileide Canuto dos Anjos Silva, servidora pública municipal.

A ação com origem no MPE foi assinada pelos promotores Cláudio José Moreira Teles, promotor de Justiça de Mata Grande e José Carlos Castro, Napoleão Amaral Franco, Anderson Cláudio de Almeida Barbosa e Karla Padilha Rebelo Marques.

 

Deixe o seu comentário


Publicidade