24 de outubro de 2017 • 11:35 am

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Presidente da Fetag acusa o desmonte da agricultura familiar no Estado

Governo de Temer corta em 73,7% os recursos da agricultura familiar

Por: Marcelo Firmino
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Os cortes promovidos pelo governo Michel Temer nos recursos da agricultura familiar tem incomodado o setor e provocado reações das entidades que atuam na defesa do segmento.

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Alagoas (Fetag-AL), Genivaldo Oliveira da Silva, acredita que só com mobilização do setor será possível reverter a situação.

“É preciso reagir contra o golpe do governo na agricultura familiar, por que não queremos voltar ao tempo da fome e da miséria no campo”, disse Genival.

Genivaldo Oliveira: presidente da Fetag-Al.

Pelos dados da Fetag o governo Temer cortou os orçamentos do Programa da Agricultura Familiar (PAA), do Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE), que interefere diretamente na produção da agricultura familiar, e do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), criado no governo Luis Inácio Lula da Silva e que promoveu a melhoria das condições de moradia das famílias camponesas.

Tal situação, segundo Genival, tem gerado um sério desconforto para os agricultores familiares e, naturalmente, criado uma séria apreensão em relação ao futuro.

“É preciso que se trata o homem do campo com respeito e dignidade”. Reagiu o presidente da Fetag.

 Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA 2018) enviado por Temer estabelece uma perda 73,7% para a agricultura familiar, em relação ao ano passado.

O programa para a Promoção e Fortalecimento da Agricultura Familiar tinha em 2016  R$ 38.808.107,00 e agora caiu para R$10.217.540,00.

Pior foi para o  Programa de Promoção da Educação no Campo, que teve orçamento reduzido de R$ 14.800.000,00 para R$ 2.053.682,00.

Mais ainda sofreu o programa para construção de cisternas, que tinha R$ 248,8 milhões constante da LOA 2017, e passou para apenas R$ 20 milhões na PLOA 2018.

Para Genivaldo Oliveira, o Brasil está testemunhando um verdadeiro desmonte do Estado. “Estes cortes no orçamento afetam a população mais pobre e principalmente os trabalhadores rurais”.

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