29 de Maio de 2015 • 7:16 pm

Brasil

Presidente da CBF nega ter participado de propinas na gestão de Marin

Del Nero disse que vai analisar os contratos da CBF da época de Marin.

Por: Da Redação
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Del Nero: situação complicada.

Del Nero: situação complicada.

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, nesta sexta-feira, 29, negou em entrevista coletiva na sede da entidade, no Rio, que tivesse conhecimento de propinas nos contratos da CBF. Também negou ter assinado algum deles durante a administração do ex-presidente da entidade, José Maria Marin.

“Nenhuma participação, nenhum contrato eu assinei na administração do presidente José Maria Marin”, garantiu Del Nero, completando que a função dele, como vice-presidente da CBF, enquanto Marin estava no comando da entidade, era seguir as orientações da presidência.

O dirigente informou que os contratos vão ser analisados, mas de antemão não se pode afirmar que eles não estão corretos e, por isso, precisam ser revistos: “A conclusão a que a diretoria chegou é a seguinte e eu apoio: nós temos que analisar todos os contratos”.

O presidente disse que a entidade atravessa um momento difícil por causa do envolvimento do ex-presidente e atual vice-presidente José Maria Marin nas acusações do governo norte-americano de recebimento de propinas em contratos da CBF, a pedido do qual ele foi preso na Suíça antes do Congresso da Federação Internacional de Futebol (Fifa) que reelegeu o presidente Joseph Blatter para o quinto mandato seguido de quatro anos.

De acordo com Del Nero, este foi o motivo que o fez voltar de Zurique, na Suíça, onde participava da reunião da Federação Internacional de Futebol (Fifa): “Para poder informar de forma positiva e correta e dar as explicações necessárias não só às autoridades como também à imprensa do nosso Brasil”, afirmou.

Del Nero não acredita que a saída antecipada dele da reunião em Zurique tenha prejudicado a imagem do futebol brasileiro e da CBF: “Eu conversei com o presidente da Conmebol [Confederação Sul-americana de Futebol] e informei a necessidade de retornar ao país para dar uma satisfação e para comandar as explicações necessárias, seja, seja no Ministério da Justiça, na Polícia Federal ou na Procuradoria Federal.”

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