23 de novembro de 2016 • 5:04 pm

Corrupção

Presidente da CPI do Futebol pede indiciamento de Gustavo Feijó

Senador Romário (PSB/RJ) diz que o”futebol no Brasil é administrado por uma gangue, há corrupção em tudo.

Por: Da Redação com Assessoria
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Embora tenha dito que vê “pontos positivos” no relatório elaborado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Futebol, senador Romário (PSB-RJ), concedeu nesta quarta-feira (23) vista coletiva para duas propostas de relatório final que foram apresentadas ao colegiado.

Feijó: indiciado

Feijó: indiciado

Ele também apresentou, junto com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), voto em separado em que pede o indiciamento de vários dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Na lista citada por Romário, está o ex-presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF), Gustavo Feijó. O senador carioca reclamou que o relatório apresentado por Romero Jucá não prevê nenhuma sugestão de indiciamento.

O voto em separado dele e de Randolfe sugere os indiciamentos de Marco Polo del Nero; José Maria Marin; Ricardo Teixeira; do deputado federal Marcus Vicente (PP-ES), vice-presidente da CBF; Gustavo Feijó, também vice-presidente da CBF; Carlos Lopes, diretor jurídico da confederação, e Antonio Osorio Ribeiro, ex-diretor financeiro da entidade. Constam igualmente da lista de indiciáveis os empresários José Hawilla e Kleber Leite.

Randolfe reclamou que a CPI foi “obstaculizada” pelo lobby da CBF que atua dentro do Congresso. O resultado é que, desde abril, as quebras de sigilo e convocações tornaram-se impossíveis após o acatamento de uma questão de ordem apresentada por membros do colegiado.

– O futebol no Brasil é administrado por uma gangue, há corrupção em tudo. Nos amistosos da seleção, nas transferências de jogadores, em contratos de patrocínios, nos fornecimentos de serviços e bens. Vivem no luxo e prejudicam uma melhor estruturação desse esporte. Isso também prejudica a economia e a sociedade – argumentou o senador em entrevista após a reunião.

Ele anunciou o encaminhamento do seu voto em separado à Fifa e às autoridades brasileiras da área de controle mesmo na hipótese de não ser aprovado.

Romário deixou claro depois da reunião que o envio do documento à Fifa tem como objetivo o “banimento” de todos os nomes citados no relatório, a exemplo do que a nova direção da entidade já começou a fazer em relação a diversos ex-cartolas.

Durante a reunião, o senador Romero Jucá disse que não propôs indiciamentos por entender que órgãos de controle como a Polícia Federal, o Ministério Público e a Receita Federal, dentre outros, possuem melhores condições de aprofundar as investigações a partir de documentos hoje em mãos da CPI.

 

Com Agência Senado

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