9 de julho de 2015 • 8:13 pm

Brasil

Presidente Dilma volta ao ataque e arremata: golpista é quem prejulga

“É estranho que prejulguem. Que se trate como se tivesse havido uma decisão, quando não houve decisão alguma”, diz ela, em resposta a oposição.

Por: Da Redação
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A presidente Dilma Rousseff reagiu nesta quinta-feira, 9, em Ufá, na Rússia, às críticas da oposição de que passou por cima do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na entrevista que ela concedeu ao jornal Folha de S.Paulo, quando afirmou que não vai cair. Em resposta, o senador Aécio Neves (PSDB) acusou o PT de “golpismo” e a presidente de estar se colocando à frente das instituições públicas que apuram eventuais irregularidades em sua gestão e em suas contas de campanha.

Para Dilma, golpista “é quem prejulga”. “Em momento algum da minha entrevista eu passei por cima de nenhuma instituição. O TCU ainda nem deu um parecer definitivo sobre as minhas contas. Eles abriram a possibilidade de nós nos explicarmos, e nós vamos nos explicar bem explicado. A mesma coisa o TSE”, sustentou. “É estranho que prejulguem. Estranho que se trate como se tivesse havido uma decisão, quando não houve decisão alguma”, complementou.

De acordo com Dilma, “quem coloca como já tendo tido uma decisão está cometendo um desserviço para a instituição, para o TCU e para o TSE”. “Não há nenhuma garantia para que qualquer senador da República, muito menos o senhor Aécio Neves, possa prejulgar quem quer que seja ou possa definir o que uma instituição vai fazer ou não”, disparou. “Respeitar a institucionalidade começa por respeitar as instituições, por respeitar suas decisões e o seu caráter autônomo, soberano e independente.”

A presidente afirmou ainda que não ficaria “discutindo quem é e quem não é golpista”, mas a seguir lançou a nova crítica: “Quem é golpista mostra na prática as suas tentativas, que começam por prejulgar uma instituição”. “Não há dentro nem do TCU, nem do TSE, a possibilidade de dizer qual será a decisão. Até porque o futuro é algo que ninguém controla. Nem eu, nem ninguém”, argumentou.

Recuperação – Sobre o cenário econômico do país, ela afirmou que o Brasil passa por momento “extremamente duro”. Dilma, porém, ressaltou que o país tem “fundamentos sólidos” para retomar o crescimento. A presidente deu a declaração após ter sido questionada durante entrevista coletiva sobre se o Brasil havia chegado ao “fundo do poço” ou se ainda surgirão mais “notícias negativas”.

“Vários países passam por crises graves, mas só o Brasil, eu acredito, tem uma característica específica: nós estamos, de fato, passando por um momento extremamente duro e a preocupação do governo com esta questão é tanta que lançamos há pouco o Programa de Proteção ao Emprego, que é bastante interessante”, disse.

“O Brasil tem, estruturalmente, fundamentos para se recuperar rápido. Não é só questão de achar ou não. Nós apostamos nisso não porque temos visão rosa da situação. Não temos, não. Nós achamos que o Brasil tem fundamentos sólidos”, acrescentou.

Em sua fala, a presidente afirmou que o governo está “trabalhando duramente” para que o país saia “rápido” da crise. Na Rússia, Dilma disse esperar que a situação internacional ajude “de forma importante” todos países que buscam “saída” para a economia.

“Não é consolo, mas ela [crise econômica] é uma situação generalizada no mundo. A China, por exemplo, tem hoje a menor taxa de crescimento dos últimos 25 anos. Você tem problemas em vários lugares do mundo e a Europa também não tem conseguido sair da crise”, destacou.

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