24 de junho de 2017 • 12:46 am

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Conselho de Ética barra pedido de cassação de Aécio

Segundo o presidente João Alberto, a abertura do processo foi indeferida por falta de provas. Oooi?

Por: Fátima Almeida
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Sabe aqueles R$ 2 milhões? Não valem nada. Sabe aquela delação que detonou o país? Também não vale nada. Sabe aqueles quase 40 dias que a irmã e o primo do senador afastado Aécio Neves passaram presos? Também não valeram nada.

Senador João Alberto Souza / Reprodução Senado

O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, senador João Alberto Souza (PMDB-MA), informou nesta sexta-feira (23) que o pedido de abertura de processo de cassação do mandato do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), foi indeferido ‘por falta de provas’.

Segundo o senador, as provas apresentadas – recortes de jornais e revistas e fitas gravadas – não dizem nada que culpe o senador Aécio Neves. E a sua consciência disse “que não há elementos convincentes para que se abra um processo contra o senador”.

Ah, tá! E quem acreditou que seria diferente?

O pedido de abertura de processo de cassação contra Aécio, com argumento de quebra de decoro parlamentar,  foi apresentado pelos partidos Rede e PSOL, com base no conteúdo bombástico da delação feita pelo empresário Joesley Batista, onde Aécio é reincidentemente citado, inclusive acusado de ter pedido R$ 2 milhões em propina ao empresário, para pagar sua defesa na Lava-jato.

Essa acusação provocou seu afastamento do mandato, por decisão do STF e fundamenta um pedido de prisão que também será julgado pelo Supremo.

Mas para o presidente do Conselho de Ética, tudo isso não é nada.

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