14 de outubro de 2015 • 5:31 pm

Política

Presidente do Sinmed acredita que Nonô acaba greve no PAM Salgadinho

  O presidente do Sindicato dos Médicos, Wellington Galvão, acredita que o novo secretário municipal de Saúde, José Thomaz Nonô, vai conseguir desatar os nós que impedem a regularização dos…

Por: Bleine Oliveira
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Wellington Galvão, do Sinmed/AL, acredita que Nonô vai investir no diálogo e na solução dos problemas. Foto: Jonathas Maresia/gazetaweb

Wellington Galvão, do Sinmed/AL, acredita que Nonô vai investir no diálogo e na solução dos problemas. Foto: Jonathas Maresia/gazetaweb

O presidente do Sindicato dos Médicos, Wellington Galvão, acredita que o novo secretário municipal de Saúde, José Thomaz Nonô, vai conseguir desatar os nós que impedem a regularização dos serviço no Posto de Atendimento Médico (PAM), do Salgadinho, unidade da rede municipal de Saúde.
“Ao contrário da antecessora, é um homem de diálogo” – disse Galvão.
Ele criticou a postura “intransigente e encastelada” da ex-secretária Sylvnana Medeiros, acusando-a de não ter ouvido a classe médica nas busca de soluções para o quadro caótico em que se encontra o Posto.
Segundo Wellington Galvão, há uma verba de R$ 16 milhões asseguradas para a reforma do PAM, embora esteja emperrada pela burocracia que não responde a quem pertence o prédio.
O fato é que, independentemente dos imbróglios administrativos, o presidente do Sinmed/AL acredita na solução dos problemas.
É o que falta para por fim à greve dos médicos, que já ultrapassou a casa dos dois meses.
“Acho que o novo secretário vai conseguir resolver os problemas e fazer o posto funcionar com condições dignas para o trabalho do médico” – acrescentou o dirigente do Sinmed.
Uma médica, funcionária do PAM Salgadinho, contestou declações do prefeito Rui Palmeira, de que a categoria não quer trabalhar.
“Ao contrário do que disse o prefeito, a média salarial dos médicos, varia entre R$ 3 mil e R$ 4 mil. Muitos não recebem adicional por especialidade, um direito adquirido em lei, nem insalubridade.
Com essa remuneração, os profissionais buscam fontes de renda em plantões em outras unidades, em seus consultórios e trabalhando no interior.
Eles reclamam dos horários pré-estabelecidos pela Secretaria Municipal de Saúde. São exemplos: 12h às 16h ou 11h às 15h.
O movimento que realizam é por melhores condições de trabalho, e não por causa do ponto eletrônico para controle da frequência.
Não é possível trabalhar com o raio-x esta quebrado, assim como a mamografia, o ultrassom. O centro cirurgico esta fechado há 4 anos. O laboratorio foi fechado esse ano.
O posto não tem água potável fornecida pela Casal. A disponível é de poço e está contaminada. Não há um só banheiro em condições de uso, seja por médico, funcionário ou paciente”.
Na posse de Nonô, o prefeito declarou que a prioridade do novo secretário será concluir a reforma do PAM Salgadinho.
Ele disse que ainda esta semana começa a reforma do primeiro bloco. A previsão de Rui é que o projeto esteja concluído ao longo dos próximos 16 meses.
Só por curiosidade: o prazo que o prefeito se deu é dois meses maior que o tempo que lhe resta de mandato.

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