11 de setembro de 2016 • 2:33 pm

Brasil » Política

Pressão das ruas faz Palácio do Planalto recuar em articulação de ‘salvar’ Cunha

Dia da votação do pedido de cassação do deputado peemedebista acontece amanhã, dia 12; São necessários 257 votos entre os 512 deputados em exercício para determinar a perda do mandato

Por: Vinicius Firmino
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Parlamentar afastado ainda continuar

Cunha ainda estaria tentando convencer seus pares a faltar à sessão ou se abster na votação para evitar a cassação

Com o futuro político em cheque nesta segunda-feira (12), dia da votação do pedido de cassação parlamentar, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deverá não contar com a articulação do Palácio do Planalto. O abandono do companheiro de partido e presidente da República, Michel Temer (PMDB) deve-se ao medo de fortalecer os protestos anti-Temer.

Segundo um interlocutor do presidente peemedebista, a pressão das ruas contra Cunha cresceu muito nos últimos dias e não há como se contrapor a isso. Ainda de acordo com esse assessor, Cunha está em uma situação muito delicada e sabe que não poderá ter o apoio de antigos aliados.

Por outro lado, algumas correntes de dentro do palácio da presidência acreditam que abandonar Cunha seria a demonstração de que a gestão de Temer não tem compromisso com o colega de partido e antigos aliados.

O parecer do Conselho de Ética recomenda a cassação de Cunha por quebra de decoro parlamentar. São necessários 257 votos entre os 512 deputados em exercício para determinar a perda do mandato de um parlamentar.

POSSIBILIDADE DE DELAÇÃO

Se a perda do mandato se concretizar, há expectativa de que Cunha possa tentar uma delação premiada na Operação Lava Jato, comprometendo correligionários e integrantes do Executivo.

Ainda segundo uma fonte ligada ao presidente Temer, a opinião pública está ditando o resultado pela cassação. O Placar do Estado mostra que já há número de votos suficiente para que Cunha perca o mandato. Cunha ainda estaria tentando convencer seus pares a faltar à sessão ou se abster na votação para evitar a cassação.

O próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aposta que haverá um número elevado de parlamentares e já admite abrir a votação a partir de 400 presentes no plenário – e não 420 como havia estimado antes. Para se eximir da responsabilidade sobre possíveis manobras, Maia marcou a sessão com antecedência, avisou que faltas serão descontadas e adiantou que deve negar as questões de ordem. Porém, destacou que as decisões finais serão tomadas pelo plenário. “Nada vai cair nas minhas costas.”

 

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