18 de Abril de 2017 • 8:36 am

Brasil

Pressionado pela reação popular Temer pode mudar reforma

A ideia é reduzir de 49 para 40 anos ininterruptos, o tempo de contribuição da previdência

Por: Da Redação
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A reação da população à reforma da previdência proposta por Michel Temer e sua base aliada, quase toda envolvida na Operação Lava Jato, incluindo 9 ministros, colocou o governo contra a parede que agora sinaliza com mudanças no texto.

Temer: acuado pelo povo.

Segundo a Agência Brasil, Temer confirmou nesta segunda-feira, 17, que a proposta de reforma da Previdência feita pelo governo reduzirá de 49 para 40 anos tempo de contribuição para aposentadoria com salário integral.

De acordo com a nova regra,  o trabalhador poderia se aposentar com 25 anos de contribuição, recebendo 70% do salário. A partir daí, haveria um aumento progressivo do valor da aposentadoria para cada ano trabalhado. Nos cinco anos seguintes, 1,5% a mais e, a partir dos 31 anos de contribuição, o trabalhador teria um aumento de 2% no valor da aposentadoria.

Idade mínima para mulheres – Temer admitiu que o governo poderá propor uma idade mínima para mulheres menor que 65 anos. Ele disse que “não é improvável” haver uma mudança nesse sentido. “Não é improvável que nós tenhamos um tempo de contribuição menor para as mulheres”, disse o presidente.

O peemedebista se reuniu com a bancada feminina da base aliada, junto com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o relator da comissão da reforma, Arthur Maia (PPS-BA), Marun, e outros membros da equipe que vem participando das várias reuniões sobre o tema.

A idade mínima é, como disse o próprio Michel Temer, a “espinha dorsal” do texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que trata da reforma da Previdência. O governo, para aprovar o texto, vem cedendo, como nos cinco pontos anunciados por Maia no início de abril, e no tempo de contribuição. As mudanças, nas contas da área econômica do governo, vai tirar R$ 200 bilhões da capacidade de redução do déficit da Previdência.

 

 

 

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