29 de Fevereiro de 2016 • 6:00 pm

Brasil

Pressões da base aliada derrubaram Eduardo Cardozo do Ministério da Justiça

Além de forte pressão do PMDB, setores do PT também defenderam a saída do ministro.

Por: Da Redação
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A presidente Dilma Roussef cedeu as pressões do PMDB e também de setores do PT e formalizou a saída do Ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, nesta segunda-feira. Ele deixa o Ministério e vai para a Advocacia Geral da União (AGU).

Cardozo será substituído pelo ex-procurador-geral da Justiça da Bahia Wellington César Lima e Silva e assumirá a Advocacia-Geral da União (AGU). O atual titular da AGU, Luis Inácio Adams, deixa a Esplanada para dar andamento a projetos pessoais, conforme já havia sido divulgado.

Em dezembro do ano passado, em reuniões fechadas com interlocutores do Palácio do Planalto, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), sugeriu que Cardozo fosse substituído por Nelson Jobim. A substituição era de agrado também do ex-presidente Lula, já que Jobim comandou o Ministério da Justiça em seu governo.

A ala do PMDB mais próxima do governo — Renan, além de outros senadores e o líder da bancada do PMDB na Câmara, deputado Leonardo Picciani — vinham insistindo na necessidade de um ministro de “pulso firme”, não para brecar investigações da Lava Jato, mas para evitar que o governo tenha informações da operação pela imprensa.

O governo anunciou também que Luiz Navarro de Brito será o novo ministro-chefe da Controladoria-Geral da União. Navarro já foi secretário-executivo da CGU. Após a saída de Valdir Simão do órgão para chefiar o Ministério do Planejamento, quem ocupava interinamente o cargo era Carlos Higino.

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