24 de julho de 2017 • 12:32 pm

Economia

Previsão de inflação volta crescer depois do aumento de impostos

Desde 2009 que a meta de inflação do Brasil não é atingida.

Por: Da Redação
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A estimativa do mercado para a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), ao final de 2017 subiu de 3,29% para 3,33%. Essa é a 1ª alta depois de 7 quedas consecutivas na expectativa para o indicador. A previsão foi feita depois que o governo de Michel Temer autorizou o aumento de impostos que incidem sobre os combustíveis.

A projeção para 2018 permanece em 4,20%. As informações fazem parte do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta 2ª feira. A publicação semanal do BC reúne as previsões sobre os principais indicadores econômicos. Leia a íntegra do documento divulgado nesta 2ª feira (24.jul.2017).

A estimativa reforça a expectativa de que o avanço geral dos preços fique abaixo do centro da meta (4,5%). Desde 2009 a meta de inflação do Brasil não é atingida. O percentual é fixado pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). O órgão define 1 intervalo de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos em relação ao centro da meta. Ou seja, o objetivo é fechar o ano entre 3% e 6%.

JUROS – Em relação à taxa básica de juros, a expectativa também permanece estável. Desde a última semana, a perspectiva é de que a Selic encerre o ano em 8%. Atualmente, a taxa está em 10,25%. Nesta semana, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne para definir a nova taxa de juros. O mercado estima redução de 1 ponto percentual, para 9,25% ao ano.

Essa taxa é a remuneração paga pelo governo às instituições que emprestam dinheiro. Quando ela diminui, fica menos vantajoso para os bancos emprestar ao poder público. Isso faz com que aumente a oferta de crédito no mercado, a juros menores. O movimento costuma aquecer a demanda por consumo e, consequentemente, acelerar a inflação. Com o avanço dos preços controlado, é mais fácil para o BC diminuir a taxa.

PIB-Em relação ao crescimento econômico, a expectativa para o PIB deste ano se manteve em 0,34%. Para 2018, também permanece inalterada, previsão de alta de 2,0%. O preço do dólar ao final de 2017, na estimativa, permanece em R$ 3,30. Para 2018, a expectativa caiu, passando de R$ 3,45 para R$ 3,43.

Segundo as estimativas colhidas pelo Focus, a balança comercial deverá encerrar 2017 com US$ 60 bilhões positivos, a mesma previsão da última semana. Para o próximo ano, houve uma redução no superavit, que passou de US$ 47,8 bilhões, na semana passada, para US$ 45,5 bilhões, nesta.

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