21 de Maio de 2016 • 2:51 pm

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Processado na Lava Jato, ministro defende 41% de reajuste para juízes

Ministro Romero Jucá desconheceu até a previsão de déficit nas contas públicas

Por: Da Redação
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Processado na Operação Lava Jato, o ministro interino do Planejamento, senador Romero Jucá (PMDB)  encontrou uma forma de ser  simpático à Justiça brasileira. Passou a defender e recomendar  a aprovação do reajuste de 41% nos salários de juízes e demais servidores do Poder Judiciário. O reajuse foi negociado por Jucá e um grupo de líderes do Comgresso com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski.

O projeto de lei que define o reajuste já está na Câmara e tem o apoio de alguns líderes, como o deputado Pauderney Avelino (AM), do DEM, Rogério  Rosso (DF), do PSD, e Aguinaldo Ribeiro(PI), do PP. O projeto tem apoio de deputados de vários partidos.  O reajuste do Judiciário vai elevar o teto salarial de ministros do Supremo para R$ 36 mil, fora as vantagens e outras gratificações. O reajuste salarial do Judiciário terá um efeito cascata em outras categorias de servidores públicos, que reivindicarão o mesmo tratamento.

A boa vontade do ministro Jucá com essa proposta de reajustar os ganhos do Judiciário provocou uma nova reivindicação, desta vez dos servidores do Legislativo, que reivindicam um aumento de 21,5% nos seus salários. Entidades sindicais dos funcionários do Executivo também se preparam para pedir reajuste na remuneração.

O ministro Jucá ainda não calculou o impacto do reajuste dos servidores e juízes na folha de pagamento da União. Mas sabe que, se o aumento for aprovado, os tribunais de Justiça dos estados também serão pressionados a conceder aumento salarial. Jucá teve sigilos fiscal e bancarios quebrados pelo STF.

 

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