5 de Abril de 2016 • 7:46 am

Economia

Programa do Leite ameaçado: produtores apelam para a bancada federal

Programa custa R$ 28 milhões ano, mas o MDS reduziu o repasse dos recursos

Por: Da Redação com Assessoria
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Um compromisso firmado entre o governo do Estado e a bancada federal em defesa da continuidade do Programa do Leite, ameaçado pela redução no repasse de recursos do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), renovou a autoestima dos produtores cooperativados de Alagoas.

Mais leite para o agreste

Redução de recursos amaeaça programa

O debate aconteceu na sede da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), no Parque José da Silva Nogueira, e reuniu o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, Álvaro Vasconcelos, o líder da bancada de Alagoas na Câmara Federal, Ronaldo Lessa, os deputados Marx Beltrão e Givaldo Carimbão, os deputados estaduais Francisco Tenório e Carimbão Junior e o vereador por Maceió Silvânio Barbosa, além de diversas lideranças do setor.

Atualmente, o programa é responsável pela aquisição de 80 mil litros de leite por dia de, aproximadamente, cinco mil pequenos produtores da agricultura familiar. O produto é distribuído a 80 mil famílias de baixa renda em todo o Estado.

De acordo com o secretário da Agricultura, o Programa do Leite deverá sofrer uma desaceleração a partir do dia 16 deste mês, devido às dificuldades na liberação das verbas federais. A expectativa é de que a redução seja de 50% no volume de leite adquirido atualmente.

“Infelizmente, o MDS não está com recursos para manter o programa. Ele já vinha pedindo desde o ano passado para desacelerar. Em 2015, o ministério deixou de repassar o recurso nos meses de novembro e dezembro e o governador Renan Filho fez questão de arcar com quase R$ 9 milhões para que não houvesse descontinuidade. O Programa do Leite de Alagoas é o mais eficiente do Brasil, o mais organizado, mais estruturado. O governador tem uma atenção e um carinho muito grande por ele e sabe que não pode acabar”, lembrou Álvaro Vasconcelos.

“Em 2016, o governador mantém os 20% do convênio. A parte do Estado não vai diminuir, mas, se não houver a desaceleração, o programa corre o risco de acabar já no mês de maio e o Governo do Estado está empenhado para que isso não aconteça. Este ano, o Governo Federal só alocou R$ 19 milhões para Alagoas. Nós precisamos de, no mínimo, R$ 28 milhões no ano. Esses R$ 19 milhões deveriam ter sido liberados em fevereiro e hoje os produtores estão com quase cinco parcelas em atraso. Vamos reduzir agora para, ainda este ano, tentar, politicamente, recuperar esse volume”, disse o secretário.

 

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