16 de setembro de 2016 • 7:35 am

Cotidiano

Proposta da Fenaban não avança e greve dos bancários continua

Comando nacional de greve diz que mais de 12,6 mil agências estão paradas em todo o país. Em Alagoas, adesão está em torno de 90%, segundo o sindicato

Por: Fátima Almeida
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Greve afeta agências públicas e privadas / Foto: Ascom Bancários.al

Greve afeta agências públicas e privadas / Foto: Ascom Bancários.al

Em greve desde o dia 6 deste mês, os bancários das redes pública e privada não viram avanço na proposta apresentada Federação Nacional dos Bancos, apresentada ontem (dia 15), durante a oitava rodada de negociação. Segundo eles, a proposta é a mesma apresentada no dia 9 e já rejeitada pela categoria: reajuste de 7% nos salários e benefícios, mais abono de R$ 3,3 mil, a ser pago de uma só vez, dez dias após a assinatura do acordo.

Para a Fenaban, o argumento é o mesmo: “A proposta resulta numa remuneração superior à inflação prevista para os próximos 12 meses, com ganho expressivo para a maioria dos bancários”, conforme divulgou em nota na sexta-feira passada (9).

Sem novidades que justificassem um acordo, a categoria decidiu manter os braços cruzados: A greve dos bancários continua e entra, hoje, no seu 11º dia.

Os bancários pedem reajuste de 14,78% (somando a reposição da inflação e aumento real de 5%), piso salarial de R$ 3,9 mil e maior participação nos lucros e resultados em valor de aproximadamente R$ 8.3 mil ao ano. E destacaram, na assembleia realizada na noite de ontem, que a proposta dos banqueiros não cobre, sequer as perdas inflacionárias, representando prejuízo de 2,39% para o bolso de cada bancário.

“Quem quer redução de salário? É inadmissível que o setor que continua a lucrar tanto, mesmo em tempos de crise, opte por um papel tão nefasto de falta de responsabilidade social com seus funcionários e com a economia do país”, disse Roberto Von der Osten, um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários.

ADESÃO 

Ontem, segundo informações do comando de greve, 12.608 agências e 49 centros administrativos bancários estavam com as atividades paralisadas em todo o Brasil. Esse número representa 54% das agências do país, segundo a representação dos trabalhadores. De acordo com o Banco Central, existem, no Brasil, 22.676 agências bancárias instaladas.

Em Alagoas, segundo o Sindicato dos Bancários, cerca de 90% das agências estão paradas. O último levantamento, divulgado ontem, registrava 217 das 243 unidades fechadas e diz que agências que ainda estão abertas são pequenos postos de atendimento do Bradesco no interior, cujo número de funcionários é reduzido. Na capital, segundo o sindicato, a adesão é de 100%.

A Fenaban não vem divulgando balanços diários de agências fechadas, mas lembra aos clientes bancários que eles têm à sua disposição os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas (desde que não vencidas), saques, depósitos, emissão de folhas de cheques, transferências e saques de benefícios sociais.

Nos correspondentes bancários (postos dos Correios, casas lotéricas e supermercados), é possível também pagar contas e faturas de concessionárias de serviços públicos, sacar dinheiro e benefícios e fazer depósitos, entre outros serviços.

Mas para os usuários dos serviços bancários não tem sido fácil. Quem tem contas atrasadas, perdeu o cartão ou teve a senha bloqueada, tem amargado prejuízos, sem poder movimentar a conta. Nas agências do Banco do Brasil, até mesmo um depósito em caixa eletrônico tem sido uma verdadeira via crucis. Na maioria faltam envelopes. A informação é de que a única agência que está recebendo depósitos na capital é a do edifício Norcon, em Mangabeiras.

 

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