27 de junho de 2017 • 3:01 pm

Brasil

PSB troca deputados da CCJ para votar a favor de denúncias contra Temer

Enquanto isso, o PSDB segue na defesa do presidente apesar dos casos de corrupção

Por: Da Redação
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Enquanto os tucanos do PSDB cumprem o papel de segurar Michel Temer no Planalto, apesar de todas as denúncias explicítas de corrupção, o PSB decide mudar todos os seus representantes na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, para aceitar a denúncia do Ministério Público contra o presidente.

O partido tem quatro votos na comissão.  A direção nacional do PSB identificou os deputados Danilo Forte (CE) e Fabio Garcia (MT) com posição contrária à aceitação a denúncia do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer por corrupção e decidiu substituí-los.

Mesmo mantendo o deputado Fernando Coelho Filho como ministro de Minas e Energia por uma opção individual do parlamentar e uma escolha pessoal de Temer, o PSB optou por engrossar a bancada de oposição ao Palácio do Planalto e enquadrar as dissidências na bancada da Câmara. A substituição dos dois representantes da legenda na CCJ tem o objetivo de garantir os votos necessários à admissibilidade da denúncia de Janot.

Forte e Garcia serão substituídos por Hugo Leal (RJ) e Danilo Cabral (PE), suplentes no colegiado e favoráveis a abertura de processo para investigar crime de corrupção do presidente. “Se os deputados que apoiam o governo não querem processar temer, deixem o espaço para que a decisão do partido seja cumprida”, disse o deputado Julio Delgado (PSB-MG). A formalização da troca dos deputados ocorrerá com a chancela da Executiva Nacional da legenda, caso os dois parlamentares não aceitem deixar o colegiado.

Na noite de ontem (segunda-feira, 27), o procurador-geral da República encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um documento com 64 páginas denunciando Temer e um de seus principais aliados, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), por corrupção passiva – trata-se da primeira vez que um presidente da República é denunciado no Brasil por suspeita de ter cometido crime no exercício do mandato.

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