23 de Maio de 2016 • 1:28 pm

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PSOL pede à PGR a prisão do ministro Jucá por obstrução à Justiça

Já as lideranças do DEM querem a saída dele do governo

Por: Da Redação
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Tal como aconteceu com o senador Delcídio Amaral (PT), o Psol decidiu entrar com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR), na tarde desta segunda-feira, 23, contra o ministro do Planejamento, Romero Jucá.

Romero Jucá: agora reajuste.

Romero Jucá: pedido de prisão

A denúncia, que é elaborada neste momento pela assessoria jurídica do partido, vai pedir a prisão do senador licenciado por obstrução à Justiça. O pedido terá como base as declarações de Jucá em conversa gravada com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado (PMDB) em poder da própria PGR. No diálogo, o ministro disse que a “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” provocada pela Operação Lava Jato, que investiga os dois peemedebistas.

A representação será assinada pelo presidente do Psol, Luiz Araújo, e pelo líder da bancada na Câmara, Ivan Valente (SP). A transcrição das conversas entre os dois, ocorridas semanas antes da votação do impeachment na Câmara, foi divulgada nesta segunda pela Folha de S.Paulo em reportagem de Rubens Valente. Para Araújo, os diálogos mostram que houve uma tentativa de abafar a Lava Jato com o afastamento de Dilma. “O Psol não reconhece Temer como presidente e nem os corruptos que o acompanham. O mínimo que a PGR deve fazer é pedir a prisão de Jucá. O mínimo que O STF deve fazer é acatar o pedido.”

Lideranças do DEM cobraram explicações e pediram a saída de Jucá do governo. “Qualquer denunciado tem a obrigação e o direito de se defender das acusações que recaem sobre ele. Mas esses atos individuais deverão ser tratados longe da administração pública para que a reestruturação e a credibilidade do governo não sejam comprometidas. Só assim teremos as mudanças necessárias e desejadas pela população”, defendeu o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO). Mas o ministro diz que não pensa em abrir mão do cargo e que não há novidade nos diálogos. “Não tenho por que pedir demissão”, afirmou Jucá também à Folha.

Em 25 de novembro do ano passado, o então líder do governo no Senado Delcídio do Amaral (MS) foi preso por obstrução à Justiça. Delcídio só deixou a prisão em 19 de fevereiro após fazer acordo de delação premiada. Após envolver a presidente afastada Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e políticos de diversos partidos, o ex-petista teve o mandato cassado por 74 votos a zero, e uma abstenção pelo plenário do Senado.

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