21 de julho de 2015 • 11:35 am

Brasil

Relatório da Polícia Federal compromete ações de Marcelo Odebrecht

Executivo, que também é presidente da Brasken, ainda é acusado de atrapalhar as investigações da operação Lava Jato.

Por: Da Redação
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A Polícia Federal apresentou trechos do relatório  que justificou o indiciamento de Marcelo Odebrecht, presidente da holding Odebrecht S.A. Segundo a PF,  o executivo, que também é presidente da Brasken, tentou “atrapalhar” as investigações da Operação Lava Jato antes de ser preso.

Anotações encontradas em celulares citam autoridades públicas, doações de campanha, pagamentos diretos e influências junto às instituições, inclusive o Judiciário.

“Marcelo Odebrecht ainda elenca outros passos que devem ser tomados identificando-os como ‘ações B’, tido aqui como uma espécie de plano alternativo ao principal. Dentre tais ações estão ‘parar apuração interna’, ‘expor  grandes’, ‘desbloqueio OOG’ (Odebrecht Óleo e Gás), ‘blindar Tau’ e ‘trabalhar para para/anular (dissidentes PF…)'”, diz trecho do relatório.

As anotações também mostram preocupação em relação às subsidiárias da Petrobras.

“Chama a atenção também a preocupação de Marcelo em relação às Cias da Petrobras estarem sendo conduzidas por ‘xiitas’ e, nas palavras dele, com seguinte linha de pensamento: temos que encontrar ‘culpado’ caso contrário vamos ser acusados de ‘incompetentes e/ou coniventes’!”

“Entretanto, diante da possibilidade de que as informações produzidas pelas Cias não fossem fidedignas seria de esperar um esclarecimento idôneo por parte da Odebrecht, ao contrário da negativa rasa ou a estratégia de ‘cortina de fumaça’ que tem sido aplicada a cada novo indício de ilicitude que surge em relação ao grupo Odebrecht”, afirma a PF no relatório.

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