18 de novembro de 2016 • 8:22 am

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Renan Filho: a volta com dinheiro da repatriação e um balaio de problemas

A expectativa é de que mais de R$ 1,2 bilhão entrem nos cofres estaduais

Por: Marcelo Firmino
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Renan Filho: vamos crescer mais

Renan Filho: vamos crescer mais

O governador Renan Filho deverá voltar hoje de Brasília com a mala cheia de dinheiro e um balaio de problemas, a partir de uma reunião que terá com o presidente Michel Temer, para tratar dos recursos da repatriação, e de outra com a Caixa, para definir a negociação de R$ 350 milhões da massa falida do Produban.

Agora que Michel Temer aceitou a sugestão do senador Renan Calheiros (PMDB) de repassar também os recursos das multas da receita federal os valores  da repatriação – dinheiro no exterior não declarado à Receita – serão bem maiores, o que deverá tirar muita prefeitura alagoana do sufuco, neste fim de ano.

A expectativa é que o governador conquiste em Brasilia algo superior a R$ 1,2 bilhão, recursos que seriam destinados a investimentos a partir de 2017. A maioria dos Estados busca os recursos para pagar folhas salariais e 13º salário dos servidores. Alagoas,  no entanto, é um dos poucos Estados que não entrou no vermelho com a crise financeira.

Se há toda essa probabilidade de conquistar dinheiro novo para os investimentos, o governador vai ter que se preocupar também com as demandas programadas dos servidores públicos estaduais, que vão engrossar as fileiras por melhores salários e condições de trabalho  mais confortáveis.

A mala de dinheiro da repatriação e mais os recursos do velho Produban – vítima da elite financeira alagoana – já geraram olhos grandes de todos os lados. E é natural que o servidor público pense em ter sua parcela desse quinhão. Resta saber se o dinheiro tem um carimbo de especificação ou pode ser liberado de acordo com o desejo e a vontade do gestor? Eis a questão.

Havendo os servidores até podem comemorar. Do contrário, os enfrentamentos na gestão serão duros. Principalmente por que o governo já disse que do ponto de vista com os gastos de pessoal, o Estado está no limite prudencial de 60% da receita corrente líquida, que é determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Assim, resta a todos aguardarem a volta de Renan Filho. Só ele poderá explicar o que vai fazer e o que é permitido fazer com essa dinheirama que está para entrar nos cofres do tesouro estadual.

 

 

 

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