21 de março de 2017 • 7:30 am

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Renan Filho defende a reforma política, mas não aceita a lista fechada

Lista fechada: no dia da eleição, o eleitor vota em um partido e a cúpula escolhe quem vai eleito para o parlamento

Por: Marcelo Firmino
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A reforma política é uma necessidade e a quase totalidade da classe política defende a tese de que o modelo de eleições da atualidade no País stá falido. O grande problema é que quando as lideranças partidárias se movimentam na direção da reforma o fazem buscando proteção de interesses e nunca de aperfeiçoar o processo ou fortalecer a democracia no País.

Questionado pelo blog sobre a necessidade de uma reforma política no Brasil, o governador Renan Filho (PMDB) disse entender como extremamente necessária, mas que não tem propriedade sobre que modelo propor, principalmente por não ter discutido nem se aprofundado sobre o tema no partido.

Renan: contra a lista fechada

Para Renan Filho, há outras lideranças envolvidas na discussão que poderiam ser mais claras sobre a reforma. Não falou, mas talvez tenha se referido ao senador Renan Calheiros, como um congressista mais afiado nessa discussão.

No entanto, o governador de Alagoas fez questão se diferenciar nesse debate, ao afirmar que tem plenas discordâncias da proposta de lista fechada apresentada no Congresso Nacional pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB), juntamente com os aliados Eunício Oliveira (PMDB), presidente do Senado, e Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara, com o apoio magistrado Gilmar Mendes.

Não quis explicitar as discordâncias com o argumento de que ainda não se envolveu diretamente na discussão, mas sabe que haverá de fazê-lo por que a lista fechada está batendo à porta do processo eleitoral e os interesses de muitos envolvidos na discussão não são nada – e nada mesmo – republicanos.

Só para não esquecer: com a lista fechada, quem escolhe os nomes que vão compor o parlamento nacional é a cúpula de cada partido. No dia da eleição você escolhe um partido e vota. O resto é com eles.

 

 

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