2 de junho de 2016 • 3:38 pm

Maceió

Renan Filho foca saúde com R$ 200 milhões e três hospitais em Maceió

Os investimentos, garante o governador, são com recursos do próprio Estado

Por: Fátima Almeida
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Mais de R$ 200 milhões para investir na Saúde; obras de três hospitais na capital e quatro no interior, projetadas para serem iniciadas ainda este ano. Em tempos de crise e contenção de despesas, parece improvável. Mas essa é a boa nova que o governador Renan Filho prepara para anunciar. Os projetos que já ocupam espaço de destaque na sua mesa de trabalho e na agenda de reuniões foram apresentados à equipe do portal eassim.net, em entrevista exclusiva, esta semana.

“Vamos iniciar, ainda este ano, a construção do Hospital Metropolitano de Maceió, na Via Expressa, e estou trabalhando duro para iniciar o Hospital de Clínicas que vai ser construído onde funciona, hoje, o Hospital Portugal Ramalho. E já demos autorização para a licitação de uma maternidade pública, de risco habitual, também em Maceió. Além disso, vamos construir quatro hospitais regionais no interior do estado: em Porto Calvo, União dos Palmares, Delmiro Gouveia e Viçosa”, revela o governador.

Rena Filho: investimentos na saúde

Rena Filho: investimentos na saúde

Os custos já estão no papel, em números aproximados. Serão R$ 28 milhões para a maternidade (esse recurso é federal, já viabilizado por emendas da bancada, inclusive dele e da ex-deputada Rosinha da Adefal, quando eram deputados); R$ 50 milhões para o Hospital de Clínicas; R$ 85 milhões para o Hospital Metropolitano e R$ 80 milhões para os quatro hospitais regionais – R$ 20 milhões para cada um – (todos financiados com recursos o Estado).

Na longa conversa que teve com os jornalistas Marcelo Firmino e Fátima Almeida, Renan Filho garantiu que já tem em caixa metade do dinheiro para esses investimentos, e que a outra metade já tem fonte segura. De onde vêm os recursos? O governador responde na ponta da língua: Do próprio Estado e do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza, cuja concepção prevê a aplicação em ações de saúde.

“Essa é a grande surpresa que estou preparando para Alagoas. Um pacote de coisas positivas, porque negativas já tivemos muito. São investimentos superiores a R$ 200 milhões em saúde, com dinheiro de Alagoas. Vou dizer em off, que  boa parte eu já tenho, em conta. Mais de R$ 100 milhões para os hospitais”. E antes que alguém diga que esse dinheiro poderia ser usado para garantir o reajuste dos servidores, ele se antecipa em explicar: “é um dinheiro que não pode ser usado para pagamento de salários, para dar aumento aos servidores”.

Entusiasmado, ansioso, o governador diz que tem pressa. Não vê a hora de começar. Se ele vai conseguir terminar as obras projetadas nos dois anos que lhe restam do atual mandato, ainda não sabe, e até acredita que não. “Meu desafio não é entregar, é começar; viabilizar os projetos; os recursos. E eu já viabilizei. Todas essas obras têm condições de serem feitas com recursos próprios do Estado de Alagoas, apesar da crise que vivemos em todo o país. Minha angústia é exatamente começar, materializar coisas muito importantes que formam meu discurso”.

Renan lembra que a Alagoas que encontrou, quando assumiu o mandato, era a Alagoas das UPAS fechadas e da maternidade Santa Monica no noticiário negativo, quase todos os dias. “Hoje a Santa Mônica está fora do noticiário e abrimos duas UPAs que encontramos fechadas. Aliás, Alagoas é o único do Nordeste que abre UPA nesse momento, porque o Estado está pagando a sua parte e a da União. E vamos abrir mais duas – a UPA do Benedito Bentes e a de São Miguel dos Campos”, anunciou Renan Filho.

 

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