31 de dezembro de 2015 • 8:04 am

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Renan Filho: o governo, o estilo e a produção do primeiro ano

O governo costuma fazer um evento midiático para dizer que vai ter uma novidade.

Por: Marcelo Firmino
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Renan Filho, governador de Alagoas.

Renan Filho, governador de Alagoas.

E o governador Renan Calheiros Filho (PMDB) chega ao fim do seu primeiro ano de governo praticamente como entrou. Se não sofreu nenhum abalo de gestão, também não deu o salto de administração prometido fartamente durante a corrida eleitoral.

Alagoas carece e merece de novas oportunidades que mudem a verdadeira face do Estado e realinhem os indicadores sociais ainda trágicos para a vida do alagoano.

Há mais 3 anos pela frente e, obviamente, há tempo para o governo dizer realmente a que veio. Hoje, o que pontua de fato são áreas tradicionais que foram priorizadas, mais pela forma conservadora de operá-las do que propriamente pelas inovações para realizá-las.

Neste aspecto a segurança pública é a referência. A velha a prática dos tempos do coronel José Amaral (década 70/80) retornou na atual gestão, com uma diferença sutil. O discurso do gestor da pasta, apoiado pela sociedade que defende a tese do “bandido bom é bandido morto”.

Naturalmente, para um jovem – o mais jovem governador do País e que busca resultados para mostrar no seu governo – contrariar a operação que vem dando certo aos olhos do povo seria imprudente. Assim, a segurança virou a prioridade zero do governo.

Fora isso, vem o arrocho fiscal do secretário da Fazenda, George Santoro,  afilhado do ex-ministro Joaquim Levy, e que contava com o apoio dele para respaldar suas operações por aqui. Foi nesse lastro que Santoro propôs e o governador aceitou um salgado pacote de tributos que o alagoano só vai ter a noção dele, quando começar a pagar o IPVA, os combustíveis, já a partir desse janeiro, entre outros que vão afetar diretamente a economia popular.

As demais áreas ainda não emergiram. Mas, há uma particularidade na gestão, que é de fato uma inovação, graças ao marketing. São os eventos. O governo costuma fazer um evento midiático para dizer que vai ter uma novidade e, logo faz outro,  no dia em que anuncia a novidade. Que pode ser o recurso de uma emenda parlamentar que vai chegar.

No mais é produção. A propaganda no horário nobre da televisão alagoana neste fim de ano mostrou uma produção rica e uma “realidade” que, a rigor, o povo alagoano ainda não enxergou.

Mas, indiscutivelmente, todos os alagoanos querem que isso aconteça. Ou seja, que se enxerge verdadeiramente. No mínimo que o côncavo veja o convexo e vice-versa. Até por que por aqui o sofrimento já é além de demasiado.

Renan Filho é moderno, antenado, plugado o dia inteiro nas redes sociais e inteligente. Tem disposição de luta e nos embates que travou não tergiversou. Seja com o MP de Contas ou com o Movimento dos Servidores Públicos, ou ainda os conselheiros do instituto estadual de previdência, entre outros, onde deixou claro o seu estilo, aqui quem manda sou eu. Os demais poderes também já entenderam isso.

Mas, os atores do governo e grande parte da população enxergam e sonham com luzes novas em 2016. Mais do que isso: Torcem para que as luzes iluminem o caminho de sua excelência e que a partir daí, Alagoas saia do fundo do poço em que se meteu.

E cá pra nós, seria bom demais.

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