23 de setembro de 2015 • 7:21 am

Economia

Renan Filho prepara pacotaço fiscal para aumentar arrecadação do Estado

Pacote que chega à Assembleia por esses dias deve aumentar alíquotas de gasolina, IPVA, ICMS entre outros tributos.

Por: Marcelo Firmino
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Renan: muita fala e muitos planos.

Renan: muita fala e muitos planos.

Tal como os índios dançavam o Toré para enfrentar a guerra, o governador Renan Calheiros Filho (PMDB) esteve esta semana dançando coco de roda. Teria sido este o prenúncio do “pacotaço fiscal” que ele pretende enviar a Assembleia por esses dias?

No parlamento já se sabe que talvez seja o maior  pacote de ajustes da história do Estado, com o objetivo de aumentar a arrecadação dos cofres públicos. O pacote recheado de tarifas tem inspiração no ajuste do Govrno Federal.

No caso aqui trata-se do ajuste fiscal “georgiano”, preparado pelo Secretário da Fazenda, George Santoro, assim como fez em nível nacional o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com o pacote de medidas do governo Dilma. Santoro, aliás, era homem da equipe de Levy, no governo do Rio de Janeiro.

Dentro do ajuste do governo devem aumentar alíquotas da gasolina, ICMS, IPVA, entre outros tributos que incidirão de imediato no bolso do consumidor alagoano e, obviamente, das empresas estaduais.

O “tarifaço” do governo Renan se impõe, para o secretário Santoro, em função da queda de arrecadação do Estado. Os cofres estão com reservas mínimas e nos corredores da Fazenda tem sido dito que Alagoas tem hoje a pior arrecadação do País.

APOIO – As medidas do ajuste fiscal do Estado para serem implementadas dependem do apoio da Assembleia Legislativa. Não foi por outra razão que o governador Renan Calheiros Filho já andou fazendo composições com os deputados Antonio Albuquerque e Marcelo Vitor, considerado dois parlamentares de grande influência no parlamento alagoano pelos conhecimentos que têm do funcionamento da casa.

Setores produtivos do Estado estão sendo chamados à Fazenda Estadual para uma conversa específica com o secretário Santoro, onde ele anuncia o “pacotaço” e pede o apoio para aprová-lo.

Ao contrário do que aconteceu com o ajuste do governo Dilma, a iniciativa do governo alagoano não deverá enfrentar resistências na Assembleia por razões óbvias.

 

 

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