4 de novembro de 2016 • 8:22 am

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Renan Filho vai ter que recompor seu governo politicamente, após derrota

O governador descansa na Europa de olho na luz amarela que acendeu no Palácio.

Por: Marcelo Firmino
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Enquanto descança na Europa e espanta o estresse natural da função de mandatário maior do Estado de Alagoas, o governador Renan Filho (PMDB) vai processando os efeitos da derrota que o seu partido sofreu nas eleições municipais deste ano.

E por isso mesmo já sabe que terá de reaglutinar forças que lhe dêem uma sustentação ainda maior para continuar o governo sem atropelos, sobretudo por que as forças antangônicas se fortaleceram e não estão para brincadeira.

A luz amarela acendeu no Palácio e a missão do governador não é nada fácil. Mas nos corredores do prédio Zumbi dos Palmares há quem diga que ele já sinaliza para esse caminho de juntar peças e recompor suas forças políticas.

Renan: hora de unir forças.

Renan: hora de unir forças.

Para isso é certo que, na volta, Renan Filho vai chamar alguns atores importantes da política alagoana para uma conversa mais amiúde em sala fechada no Palácio. A primeira peça a ser convidada para uma conversa será o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT), coordenador da bancada federal, que já foi governista, mudou de lado e se deu bem com a vitória de Rui Palmeira, em Maceió. A ideia neste caso, é abrigar novamente Lessa dentro do governo estadual.

Ele tinha a Secretaria do Trabalho Emprego e Renda, mas a perdeu ao declarar apoio ao PSDB nas eleições em Maceió.

E em se tratando da bancada federal, RF vai conversar com quase todos. Apenas dois ficarão fora da lista por razões mais que óbvias. Arthur Lira (PP) e Pedro Vilela (PSDB). O próprio deputado federal Paulão (PT) deverá ser chamado para uma nova composição.

Mas, o calcanhar de aquiles de Renan Filho estará dentro da Assembleia Legislativa. A maioria percebendo o momento político do governo, aparentemente fragilizado, vai querer tirar proveito do processo. E os canais para fazê-lo são inúmeros.

O governador certamente voltará outro da Europa. Se mais soft ou mais hard não se sabe.

Mas que vai ter que agir, ah, isso vai.

 

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