15 de julho de 2015 • 7:03 pm

Brasil

Renan procura Lewandowski para condenar ação da PF

“Os Poderes, mais do que nunca, precisam estar voltados para as garantias individuais e coletivas”, disse o senador.

Por: Da Redação
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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), estuda que providência tomar em relação aos supostos excessos da Polícia Federal na Operação Politeia, desdobramento da Operação Lava Jato que nesta terça-feira, 14, apreendeu carros de luxo do senador Fernando Collor (PTB-AL) e executou outras ações de busca e apreensão nas residências de parlamentares e demais investigados.

No calor dos fatos e diante da repercussão na imprensa, Renan e Collor foram à tribuna do Plenário protestar contra a PF e, nas entrelinhas, sinalizaram que reagiriam ao episódio. O peemedebista leu uma nota em que chega a classificar como “invasão” a entrada de agentes em imóveis funcionais.

Ao menos publicamente, Renan diz que a primeira providência a ser tomada a respeito do assunto é recorrer ao diálogo com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski. “Vou procurar o presidente Lewandowski. Vou fazer uma visita a ele para conversar um pouco sobre essa conjuntura. Acho que os Poderes, mais do que nunca, precisam estar voltados para as garantias individuais e coletivas”, declarou o peemedebista.

Reservadamente, no entanto, Renan avalia que tipo de medida judicial poder ser formalizado para apurar os

Renan: mágoas da PF.

Renan: mágoas da PF.

alegados excessos legais das incursões da PF nos imóveis funcionais. O peemedebista quer assegurar a atuação da polícia legislativa do Senado em futuras operações – a avaliação de Renan, Collor e do próprio advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, é de que os policiais institucionais foram “atropelados” pelas equipes da PF. Segundo relatos, houve bate-boca e ameaça de prisão desses servidores por parte dos agentes federais.

Renan é um dos 50 políticos e ex-políticos investigados em inquéritos tramitando no STF. Em uma das acusações que pesam contra o senador está o recebimento de propinas em valores que ultrapassaram o teto de 3% definido como limite de repasses para políticos por meio dos desvios na Petrobras. A revelação é do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, feita em delação premiada à força-tarefa da Lava Jato. O esquema bilionário de corrupção foi promovido, segundo o conjunto probatório em poder do Ministério Público Federal, por um cartel de empreiteiras que fraudava contratos com a petrolífera.

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