15 de julho de 2015 • 12:00 am

Política

Renan une-se a Collor em protesto contra a ação da Polícia Federal

Presidente do Senado disse que houve invasão de propriedade e não cumprimento de buscas e apreensões.

Por: Da Redação
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Renan solidário a Collor

Renan solidário a Collor

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), leu em Plenário nota oficial em que manifesta “perplexidade” ante à deflagração daOperação Politeia, principal desdobramento da Operação Lava Jato no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), nas dependências da Casa. Nesta terça-feira, 14, agentes da PF apreenderam em Brasília documentos e bens do senador Fernando Collor (PTB-AL) em suas residências particular e funcional – imóvel considerado extensão das “dependências” da instituição.

Na ação, a PF apreendeu bens como três carros de luxo de Collor, em movimentação amplamente explorada pela imprensa. Também investigados na Lava Jato, os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Fernando Bezerra (PSB-PE) também foram alvos da operação.

Na nota, o presidente do Senado, também alvo de inquérito sobre o caso no Supremo, diz que “notadamente homens públicos” devem “esclarecimentos à Justiça”, mas com limites. “[…] causa perplexidade alguns métodos que beiram a intimidação. A busca e apreensão nas dependências do Senado Federal deverá ser acompanhada da Polícia Legislativa. Disso não abriremos mão. Buscas e apreensões sem a exibição da ordem judicial, e sem os limites das autoridades, que a estão cumprindo, são invasão”, registra a mensagem (leia íntegra abaixo).

Logo depois da leitura da nota em Plenário, Collor subiu à tribuna para fazer duras acusações contra o trabalho do Ministério Público Federal, responsável pelas investigações sobre autoridades com direito a foro privilegiado. Crítico frequente das investigações da Lava Jato, o senador já havia registrado seu protesto por meio de seu perfil no Facebook, mas não se furtou à reclamação também diante das câmeras da TV Senado.

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