13 de agosto de 2015 • 10:17 am

Brasil

“Renunciar, jamais”, diz Dilma Rousseff em entrevista à TV

Presidente acusa “onda de intolerância da elite” brasileira

Por: Da Redação
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Dilma: luta no cargo.

Dilma: luta no cargo.

Brasil – A presidenta Dilma Rousseff intensificou a estratégia de defender seu mandato, diante das ameaças de impeachment, e disse em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, do SBT, que “jamais” pensa em renunciar. Depois de participar, em Brasília, da 5ª Marcha das Margaridas, evento que congrega mulheres do campo, Dilma lembrou que está no cargo “legitimamente”, por meio do voto popular, e que reagirá às investidas da oposição.

Na entrevista à TVDilma diz que há em curso no país uma onda de intolerância, mas principalmente por parte da elite, e um “clima” de golpe supostamente orquestrado por setores políticos. “Vejo uma tentativa bastante incipiente e muito artificial de criar um clima desse tipo”, declarou a petista, que mais foi recebida na marcha, em um estádio em Brasília, aos gritos de “Fora, Cunha”, referência ao presidente da Câmara, o novo oposicionista Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e “Não vai ter golpe”. Embora negue recorrentemente, Cunha tem preparado o terreno para facilitar um processo de impeachment contra a presidente.

No evento, Dilma fez o discurso de encerramento e citou trecho da música do cantor e compositor Lenine para demonstrar que está firme no cargo. “Ergo o meu copo e celebro os bons momentos da vida / E nos maus tempos da lida / Eu invejo, mas não quebro”, disse a presidenta, também citando frase de político Carlos Lacerda (1914-1977) à época do golpe urdido contra o ex-presidente Getúlio Vargas (1882-1954).

“O senhor Getúlio Vargas não deve ser candidato à Presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar”, repetiu Dilma, em reconstrução histórica para afirmar que “sistematicamente houve tentativa de golpe contra todos os presidentes”.

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