7 de outubro de 2015 • 4:09 pm

Economia

Retração: Pesquisa revela redução na intenção de compras em Maceió

Números do comércio apontam queda de 21% no consumo em setembro, comparado com o mesmo período de 2014.

Por: Fátima Almeida
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Redução também afeta comércio de bens duráveis - Foto: GFarias / cortesia

Redução também afeta comércio de bens duráveis Foto: GF / cortesia

A mais recente pesquisa sobre a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Maceió, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com o Instituto Fecomércio/AL de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento (IFEPD), revela o pior resultado do ano em setembro: 102,2 pontos.

Quando comparado ao desempenho registrado no mês de agosto (107,9), o indicador apresenta uma queda de 5,3% na intenção de consumo. Mas a comparação com setembro de 2014 aponta um recuo muito maior: de 21%. Para os próximos 12 meses, a tendência é de continuidade do arrefecimento da intenção de compra, o que resulta numa diminuição do ritmo de crescimento do comércio alagoano, principalmente para as pequenas e médias empresas do setor varejista.

O resultado é interpretado como consequência da situação de deterioração do endividamento do consumidor no terceiro trimestre do ano. De acordo com a análise do Instituto Fecomércio/AL, a política econômica de ajuste fiscal tem criado um clima desfavorável para os consumidores, uma vez que provoca a recessão econômica com redução dos postos de trabalho e, por consequência, diminuição do nível de renda em circulação.

Os dados revelam também que a perspectiva de consumo teve elevada – 16% – entre agosto e setembro. A intenção de compra de bens duráveis (geladeiras, fogão, televisores, automóvel etc.) também reduziu 5,3%. A leitura que se faz é que esses resultados têm relação direta com a insatisfação do consumidor com o emprego atual, o nível de renda e as dificuldades de acesso a crédito em razão de alto custo no momento.

Caso essa linha de política econômica continue, a perspectiva é de que teremos um dos piores finais de ano das últimas duas décadas para os setores de comércio e serviços do país.

 * Com Assessoria Fecomércio

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