28 de outubro de 2016 • 3:00 pm

Brasil

Reunião dos 3 poderes busca saída para a crise institucional no País

Carmem Lucia, Temer e Renan na busca pela harmonia dos poderes

Por: Da Redação
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Enfim, as autoridades dos três poderes buscam o entendimento para os desmandos que afrontaram o estado de direito democrático no País.

Carmem Lúcia, Temer e Renan; pingos nos iis.

Carmem Lúcia, Temer e Renan; pingos nos iis.

Nesta sexta-feira, 28,  os representantes dos três poderes decidiram reunir-se no Palácio do Itamaraty  discussão do Plano Nacional de Segurança. Nesse encontro, o presidente Michel Temer, o presidente do Senado Renan Calheiros e a ministra presidente do STF, Carmem Lúcia, vão tratar da harmonia entre os três poderes

. As relações estão abaladas, sovretudo entre o Senado e o STF em função de uma série de declarações do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) e da presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia.

Também participam do encontro o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, o ministro da Defesa, Raul Jungamnn, representantes das Forças Armadas, embaixadores, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o líder do governo no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), e o ministro de Relações Exteriores, José Serra.

Serra foi alvo de reportagem da Folha de S.Paulo nesta sexta-feira, em que aparece no acordo de delação premiada da Odebrecht, acusado de receber R$ 23 milhões por meio de caixa dois em 2010. De acordo com executivos da empreiteira, os recursos foram repassados por contas secretas na Suíça.

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, também está presente no encontro de hoje no Itamaraty. Ele também foi alvo de críticas por parte de Renan Calheiros nesta semana, que chegou a dizer na terça-feira (25) que teria “muita dificuldade de participar de qualquer encontro na presença do ministro da Justiça que protagonizou um espetáculo contra o Legislativo.”

A crise atual entre o Judiciário e o Legislativo teve início na última sexta-feira (21), quando a Polícia Federal prendeu preventivamente quatro policiais legislativos. Na segunda-feira (24), Renan chamou o juiz de primeira instância Vallisney de Souza Oliveira de “juizeco”, por ter autorizado a prisão dos agentes da Casa.

No dia seguinte, sem citar nominalmente o presidente do Senado, Cármen Lúcia rebateu a declaração durante sessão do Conselho Nacional de Justiça, e disse que a cada agressão a um juiz, ela própria se sente agredida. “Todas as vezes que um juiz é agredido, eu e cada um de nós juízes é agredido. E não há a menor necessidade de numa convivência democrática livre e harmônica, haver qualquer tipo de questionamento que não seja nos estreitos limites da constitucionalidade e da legalidade”, disse a ministra.

 

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