17 de dezembro de 2015 • 5:12 pm

Saúde

Reunião no MPE define fluxo de atendimento a bebês com microcefalia

Objetivo é otimizar e garantir maior celeridade ao acompanhamento das vítimas da doença

Por: Da Redação com Assessoria
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microcefaliaUma audiência pública realizada no Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), entre a 26ª Promotoria de Justiça da Capital e instituições de defesa da saúde pública, estabeleceu um fluxo de atendimento para famílias de crianças com microcefalia, com objetivo de otimizar e dar maior celeridade ao acompanhamento das vítimas da doença no Estado.

O ponto de partida para esse fluxo é o Hospital Geral do Estado (HGE), onde serão realizados exames de tomografia nas crianças com suspeita de microcefalia. Na sequência, o resultado clínico será encaminhado para especialistas da área médica – como pediatras, otorrinolaringologistas e oftalmologistas – para conclusão do diagnóstico dos pacientes. A partir daí, deverão ser iniciados os tratamentos para estimulação psicomotora, baseados em programas de terapia ocupacional e fisioterapia, amenizando assim os efeitos da microcefalia no desenvolvimento da criança.

A orientação da promotora de Justiça Micheline Tenório é que as famílias aguardem em casa a comunicação da Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) e da Vigilância em Saúde dos Municípios. Segundo ela, os órgãos públicos informarão quando essas pessoas serão atendidas e providenciarão a viagem para a Capital.

“É muito importante que as famílias não se dirijam aos hospitais agora, para resguardarem a saúde das mães e crianças em situações de fragilidade devido ao parto. Nas unidades, as famílias tendem a ficar em salas de espera lotadas, expondo ainda mais a condição dos seus filhos e dos próprios pais”, destacou a titular da 26ª Promotoria de Justiça da Capital, que coordenou a reunião acompanhada do promotor de Justiça Ubirajara Ramos.

Além do MPE/AL e da Sesau, participaram da audiência pública representantes do Ministério Público Federal em Alagoas, Hospital Geral do Estado e médicos infectologistas que compõem o grupo técnico de assistência à população vítima da microcefalia.

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