5 de julho de 2016 • 12:15 pm

Cultura

Riacho Salgadinho e a natureza: inspirações de mostra nesta terça-feira

Trabalho em conjunto dos artistas Jorge Vieira e Paulo Caldas mostra poluição do Salgadinho e um outro ângulo sobre as formas da natureza

Por: Da Redação com Assessoria
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Foto: Jorge Vieira

Foto: Jorge Vieira

O Riacho Salgadinho tornou-se inspiração e tema para uma das duas exposições, que abrem nesta terça-feira (5), às 19h, em Maceió. Rio Afogado e O Lado Invisível do Ser estarão disponíveis para visitação no anexo do Complexo Cultural Teatro Deodoro, no Centro da cidade.

A mostra foi resultado do trabalho em conjunto de dois artistas, o fotógrafo Jorge Vieira e o artista visual Paulo Caldas. O tema abordado nas fotografias é o Riacho Salgadinho em toda sua extensão, cortando o Vale do Reginaldo e desaguando no mar da Praia da Avenida.

No Rio Afogado, Paulo Caldas apresenta 32 trabalhos e Jorge Vieira 22 fotos, em preto e branco, mostrando a complexidade do Salgadinho e a sua atual condição de esgoto a céu aberto.

Segundo Vieira, foram dois meses de trabalho que muitas vezes precisou ser negociado com grupos que se consideram chefes da região do Vale do Reginaldo. “Não foi fácil fazer essas fotos. Trabalhei num clima muito grande de insegurança, mas a minha intenção era mostrar a situação do Riacho Salgadinho e dos habitantes do Vale do Reginaldo. A ideia é refletir sobre a possibilidade real de restaurar o Salgadinho”, explica ele.

Paulo Caldas diz que há mais de 20 anos vem acompanhando o que se tornou o Salgadinho. “Eu alcancei pessoas pescando nesse riacho. Esse meu trabalho foi inspirado no poema Salgadinho (um rio afogado), que eu escrevi há 25 anos sobre a degradação das águas do Salgadinho. E agora a ideia de falar sobre esse tema voltou nesse trabalho”, diz Caldas.

O Lado Invisível do Ser, por Paulo Caldas

O Lado Invisível do Ser, por Paulo Caldas

Já a mostra O Lado Invisível do Ser, traz 30 trabalhos de Paulo, onde ele vê potencial para imagens em simples folhas de árvores, pedras, rostos e cria desenhos que interagem com a natureza e ressaltam a beleza das formas simples. “Trabalhei com coisas comuns como uma folha seca, um beija-flor e uma pedra, por exemplo, para mostrar que esses objetos podem ser vistos de outras formas”, explica o artista.

Artistas

Jorge Vieira começou sua produção criativa em meados dos anos 80, transitando por diversas manifestações artísticas, como pintura e cerâmica.

No ano passado, realizou sua primeira exposição fotográfica, Lagoa – o que faço com tudo isto?, em parceria com o artista visual Paulo Caldas. Suas fotos estão em galerias virtuais na Itália e Japão.

Já Caldas está em atividade há quase 40 anos e realizou 13 exposições individuais e 30 coletivas. O artista participou de feiras e eventos culturais em várias partes do Brasil, levando seu trabalho que une cores, traços e sons, criando um universo harmonioso.

As exposições Rio Afogado e O Lado Invisível do Ser, uma realização da Diteal, podem ser vistas no Complexo Cultural, ao lado do Teatro Deodoro, até o dia 15 de agosto de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, sendo que nas quartas-feiras tem seu horário extendido, das 8h às 20h, com entrada franca.

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