7 de abril de 2017 • 2:34 pm

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‘Rifa das Top’s’: a miséria do conteúdo preferido nas redes sociais

Ou quando jovens universitários perdem a noção e abusam do desrepeito e dos direitos da mulher

Por: Marcelo Firmino
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O lixo nas redes sociais tem sido consumido como um conteúdo cada vez mais ao gosto do mundo de hoje, onde o pesamento tosco e as atitudes bizarras tornam-se referência para internautas de todas as idades. Basta ver a história da “rifa dos tops” promovida por formandos de uma faculdade particular de Maceió. A história caiu no gosto de muita gente pelo conteúdo nada abonador.

A tal rifa, denunciada em boa reportagem do jornal Tribuna Independente, assinada pelos repórteres Lucas França e Carlos Amaral, consiste numa violência a direitos da condição feminina, valores humanos e, notadamente, revela desprezo pela figura da mulher, quando a coloca como prêmio para um programa sexual. A rifa com bilhete vendido a R$ 10,00.

Foi uma loucura na internet a postagem feita pelos formandos do curso de Engenharia Mecânica, que estavam preparando o sorteio ao vivo pelo Instagran. Estavam por que agora o Ministério Público Estadual entrou no caso por entender que os senhores universitários, sem a noção do rídiculo e do crime, são promotores  e incentivadores da prostituição.

A partir de tamanha estupidez, imagine, pois, o nível do profissional que esse País está formando. A relação para essa imaginação passa exatamente pelos que fizeram a rifa de uma garota de programa, pelos que compraram e pelos que curtiram na internet como um grande feito.

Será mesmo essa a cara da juventude que os tempos modernos estão produzindo? Será mesmo esse o papel das redes sociais, quando se sabe que há uma infinidade de coisas importantes para serem discutidas no País, mas os internautas só se interessam pela bizarrice, degradação moral  e a violência?

Que o Ministério Público atue e faça com que todos os envolvidos entendam noção de direitos humanos, de família, de profissão, e, sobretudo, de respeito ao semelhante.

Impunes não podem ficar.

 

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