28 de junho de 2016 • 7:40 am

Saúde

Risco no ar: Inverno favorece a transmissão de meningite

Infecções de origem bacteriana podem levar o paciente à morte em poucas horas, mas é possível prevenir a doença

Por: Da Redação com Assessoria
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Ilustração: Reprodução Internet

Ilustração: Reprodução Internet

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Com a chegada do inverno, é natural a busca por ambientes fechados e protegidos do frio. Mas é justamente por causa das aglomerações que a estação mais gelada do ano favorece a transmissão de doenças infectocontagiosas importantes, entre elas a meningite, enfermidade que pode levar à morte ou provocar sequelas neurológicas irreversíveis se não for tratada rapidamente.

Fungos, bactérias e vírus podem provocar meningite, uma infecção que promove a inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. São os casos de origem bacteriana, contudo, os mais graves.  No ano de 2013, por exemplo, foram registradas 1.170 mortes no País por quadros de meningite causados por bactéria, o que representa quase 19% do total de pessoas acometidas pela doença naquele período, que somaram 6.331 casos, segundo dados do Ministério da Saúde.

Já a meningite de origem viral, embora mais frequente, apresenta uma mortalidade menos expressiva: foram 8.513 casos em 2013, com 109 óbitos, ou 1,3% daquele grupo, também de acordo com as estatísticas do Ministério da Saúde. Os registros do governo mostram também quais foram, em 2014, os principais agentes envolvidos nos quadros de meningite bacteriana. Dos 5.848 casos dessa enfermidade detectados naquele ano, 44% foram provocados por apenas duas bactérias: a Neisseria meningitidis, conhecida como meningococo (28% dos casos), e a Streptococcus pneumoniae, ou pneumoco, com 16%².

“Em termos de saúde pública, a meningite bacteriana se destaca pela gravidade, pois está associada a uma mortalidade importante. A meningite meningocócica, especialmente, evolui de forma bastante rápida e pode com certa facilidade causar epidemias em moradias estudantis e bases militares, por exemplo.  Se não receber o tratamento adequado com urgência, a pessoa infectada pode morrer em apenas 24 horas”, afirma o infectologista pediátrico José Geraldo Ribeiro, professor de Medicina Preventiva da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

Apesar da gravidade da meningite, é possível se proteger da doença por meio da vacinação. Por isso, é importante alertar a população sobre os riscos associados às meningites pneumocócica e meningocócica, reforçando a importância da prevenção.  Vale ressaltar, contudo, que, como são causadas por bactérias diferentes, essas duas formas de meningite devem ser prevenidas com vacinas distintas

Proteção

A vacinação é o meio mais eficaz para a prevenção das meningites pneumocócicas e meningocócicas. Entre as opções de vacinas pneumocócicas está a Prevenar 13, da Pfizer, que oferece proteção contra os 13 sorotipos do pneumococo mais prevalentes em todo o mundo, muitos deles resistentes a antibióticos.  Aprovada em mais de 120 países, Prevenar 13 pode ser administrada em crianças e jovens de 2 meses a 17 anos de idade, bem como em adultos com 50 anos ou mais.

Em outra frente, a vacina Nimenrix é indicada para a prevenção contra a meningite meningocócica provocada pelos sorogrupos ACWY da bactéria Neisseria meningitidis. Ela pode ser administrada em crianças a partir dos 12 meses de idade, adolescentes e adultos. Atualmente, no Brasil, o sorogrupo C é o mais prevalente. “A Sociedade Brasileira de Imunizações e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam a vacina quadrivalente porque outros sorogrupos, como o W, estão crescendo no País. Além disso, sempre é possível ter contato com estrangeiros, vindos de países onde predominam outros sorotipos”, diz o médico.

Pneumococo X meningococo

Parte da população é portadora do pneumococo e do meningococo sem apresentar sintomas, mas mesmo assim é capaz de infectar outras pessoas. Assim, quando um portador tosse ou espirra, pode transmitir o micro-organismo às pessoas suscetíveis, principalmente quando há convívio ou proximidade com o indivíduo. Por isso, o contágio é mais comum entre pessoas que residem na mesma casa ou compartilham o mesmo dormitório ou alojamento, bem como em escolas e creches.

Ao penetrarem no organismo, as bactérias responsáveis pela meningite invadem a corrente sanguínea e chegam ao cérebro. Os sintomas das meningites pneumocócicas e meningocócicas são semelhantes: dor de cabeça forte, febre, vômito, rigidez na nuca e, às vezes, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo.  O exame laboratorial determina qual é o agente causador.

Enquanto a doença pneumocócica (meningite e pneumonia) costuma afetar principalmente populações com o sistema imunológico mais frágil, como pessoas acima de 60 anos e crianças pequenas, a meningite meningocócica, embora também seja frequentemente identificada em crianças menores, costuma acometer ainda outras faixas etárias, como adolescentes e adultos jovens. A doença pode provocar um sério comprometimento do sistema nervoso central, podendo levar a alterações motoras e deficiências visuais ou auditivas, além de ferimentos e amputações.

(*) Texto produzido pela assessoria da Pfizer

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