29 de março de 2016 • 7:54 am

Brasil

Rolete chupado, Dilma está só no Planalto. Temer agora quer o poder

Em Brasília, o governador Renan Filho não quer entrar no embate entre o PMDB e o governo

Por: Marcelo Firmino
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Com direito a voto na reunião da cúpula nacional do PMDB que acontece nesta terça-feira, 29, o governador Renan Filho está em Brasília para defender seu ponto de vista junto ao partido no movimento que fazem lideranças como o vice-presidente Michel Temer, para o rompimento com o governo Dilma.

A debandada do PMDB do governo federal já é tida como certa. E nesse caso não há justificativa ética, proba, moral que acompanhe a decisão partidária, mas apenas o fato de que o governo não dá mais o doce fruto que alimenta paladares e contas bancárias da classe política.

O governador de Alagoas tem sua posição nesse meio de campo conturbado. Nesse momento não quis externar literalmente, mas ficaram aqui indícios como pensa sobre o rompimento.

Em sua última entrevista, antes do embarque para Brasilia, disse que por ser governante de um Estado pobre não iria entrar nessa contenda de a favor e contra o governo Dilma Rousseff.

A rigor, nosso governador não perde absolutamente nada com qualquer que seja o desfecho dessa crise. Se o PMDB ficar no governo – chance cada vez mais remota – ele continuará parceiro; se o PMDB sai, Dilma cai  e Temer assume ele terá um governo pra chamar também de seu.

Ou seja, a zona de conforto não sofre abalos. O desconforto fica para os pobres mortais que vivem à crise com paixões e senões, mas sem o devido entendimento do jogo estratégico. Jogo que descarta, de imediato, o rolete, depois dele chupado.

Mas, a partir daí começam a ser alinhavadas algumas questões para a salvação geral, ampla e irrestrita de lideres políticos envolvidos com a corrupção, como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, muito provavelmente “em nome do espírito republicano”, como costumam apontar nessas horas as lideranças desprovidas de qualquer pudor.

Portanto, nesta seara falta pouco para a banda começar a tocar nos salões atapetados do Planalto. Afinal, o Brasil é uma grande festa.

 

 

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