22 de março de 2017 • 8:08 am

Saúde

Santa casa anuncia nova técnica cirúrgica contra a dor no ombro

Cirurgia resolve os problemas de limitação física dos pacientes

Por: Da Redação com Assessoria
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Uma mulher de 66 anos conviveu durante anos com uma companhia indesejável: uma persistente dor no ombro, que limitava ações simples como escovar dentes, pentear os cabelos ou pegar objetos. Ela se viu livre do problema ao submeter-se ao procedimento conhecido como artroplastia reversa do ombro.

Conforme explicam os ortopedistas e traumatologistas Hélio Ribeiro Filho e Felipe Porciúncula, a artropatia do manguito rotador, como a patologia é conhecida, afeta os tendões do ombro, sendo geralmente è associada à artrose na mesma região.  “A técnica também pode ser utilizada em pacientes com seqüelas de fraturas no ombro”, acrescentou Porciúncula.

Ao fundo, o ortopedista Felipe Porciúncula e Ronaldo Gomes (residente da Ortopedia), Natalia Araújo (residente da Anestesiologia), o anestesiologista Ricardo Pires e o ortopedista Hélio Ribeiro. Ao lado, a prótese reversa implantada.

Ainda segundo Felipe Porciúncula, até recentemente os portadores do problema podiam recorrer a dois procedimentos convencionais que, dependendo do caso, poderia ou não apresentar o resultado desejado.

Para tratar lesões de grande predominância nos tendões do ombro, a primeira opção dos médicos era a artroscopia por vídeo, cirurgia menos invasiva que durante anos foi a melhor alternativa para resolver o problema. Os pacientes que não apresentassem bons resultados poderiam ser submetidos ainda a outro procedimento, no caso o implante da prótese CTA.

Diante da baixa resolutividade das duas técnicas (apenas 20% dos casos), médicos pesquisadores franceses estudaram a estrutura do manguito rotador a fundo e chegaram à prótese reversa, de titânio (em substituição à de aço inoxidável). A nova técnica subiu esse percentual para 70%.

“A prótese reversa muda o centro de rotação do ombro, melhorando a força do músculo detóide e permitindo que o paciente volte a ter uma vida normal”, explicou Hélio Ribeiro Filho, que em 2007 participou do primeiro evento internacional que trouxe a técnica ao Brasil. No ano seguinte a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a realização do procedimento no País.

“É uma técnica que exige perícia e precisão, daí à necessidade de qualificação e experiência”, acentuou Hélio Ribeiro após o procedimento no Centro Cirúrgico da Santa Casa de Maceió. Por enquanto, apenas as operadoras de planos de saúde cobrem a artroplastia reversa do ombro.  (Por Theodomiro Jr/Santa Casa)

 

LEGENDA: Ao fundo, o ortopedista Felipe Porciúncula e Ronaldo Gomes (residente da Ortopedia), Natalia Araújo (residente da Anestesiologia), o anestesiologista Ricardo Pires e o ortopedista Hélio Ribeiro. Ao lado, a prótese reversa implantada.

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