11 de novembro de 2017 • 6:10 am

Política

Segóvia: Polícia Federal vai ampliar combate à corrupção

A escolha do novo nome foi estratégia para o núcleo do governo Temer, que desejava mudanças na condução das investigações da Operação Lava Jato

Por: Da Redação
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Nomeado pelo presidente Michel Temer, o novo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segóvia, foi empossado sexta-feira (10) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim. Ele substitui Leandro Daiello, que permaneceu no cargo durante seis anos.

Após a posse, Segóvia disse que a PF pretende ampliar ações de combate à corrupção e abrir novas frentes de investigação na Operação Lava Jato.

“A Lava Jato, na realidade, é uma das operações de combate à corrupção no país. O que a PF pretende é aumentar, ampliar o combate à corrupção. Então não será só uma ampliação, uma melhoria na Lava Jato, será em todas as operações que a PF já vem empreendendo. Bem como ampliar, criar novas operações”, disse.

Em seguida à posse, Segóvia se reuniu com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, uma das primeiras atividades do diretor no cargo.

Formado em Direito pela Universidade de Brasília, Segóvia está há 22 anos na PF. Foi superintendente regional no Maranhão e adido policial na África do Sul. Em boa parte de sua carreira, exerceu funções de inteligência nas fronteiras do Brasil.

Leandro Daiello estava no cargo desde 2011, nomeado na gestão do então ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e já havia manifestado interesse em deixar o cargo.

Encontro secreto

O presidente Michel Temer recebeu fora de sua agenda oficial, no sábado (4), o novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, para comunicá-lo de sua indicação para o cargo.

O encontro, no Palácio do Jaburu, aconteceu no mesmo dia e hora em que o ex-presidente José Sarney (PMDB), um dos principais fiadores de Segóvia, se reuniu com Temer para tratar do assunto, como revelou a Folha nesta sexta-feira (10).

Por meio de sua assessoria, Segóvia confirmou que esteve no Jaburu às 17h de sábado, porém, afirma que foi ao palácio sozinho e que não se encontrou com Sarney.

A reunião aconteceu quatro dias antes da oficialização do delegado para substituir Leandro Daiello, que comandava a PF há quase sete anos, desde o governo Dilma Rousseff (PT).

A escolha foi estratégia para o núcleo do governo, que desejava mudanças na condução das investigações da Operação Lava Jato. Desde maio, com a delação de executivos daJBS, as apurações avançaram sobre o coração do Palácio do Planalto.

 

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