23 de julho de 2015 • 7:26 pm

Política

Sem acordo, servidores aguardam reunião de cúpula entre TJ e Governo

Negociação mediada pelo presidente do Tribunal de Justiça não avançou, mas aida há esperança de acordo.

Por: Fátima Almeida
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Encontro mediado pelo presidente do TJ reuniu secretários de Estado e sindicalistas (Foto Maikel Marques)

Encontro mediado pelo presidente do TJ reuniu secretários de Estado e sindicalistas (Foto Maikel Marques)

A presidência do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) tentou, mas ainda não foi desta vez que a comissão de negociação do Governo e o Movimento Unificado dos servidores públicos estadais chegaram a um acordo. Após mais de uma hora de conversa, mediada pelos desembargadores Washington Luiz (presidente do TJ) e Tutmés Airan, na tarde desta quinta-feira (23), nenhum avanço a comemorar.

A comissão do Governo, representada pelos secretários de Estado do Gabinete Civil, Fábio Farias e do Planejamento e Gestão Pública, Christian Teixeira, manteve o discurso sobre os riscos de ultrapassar a Lei de Responsabilidade Fiscal e sobre a falta de recursos para repor a inflação de 6.41% (IPCA de maio). O Movimento Unificado, representado pela CUT e alguns dirigentes sindicais, manteve a recusa à proposta de reajuste de 5% oferecida pelo governo aos trabalhadores.

O impasse não encerra a conversa, garantem as partes. E nem mesmo o Tribunal de Justiça sai de cena, no papel de mediador, assumido desde a semana passada, quando foi procurado por uma comissão encabeçada pela CUT, que pediu ajuda do presidente do TJ-AL para tentar fazer com que as negociações avancem e se evite uma greve geral dos servidores públicos estaduais.

Agora, uma nova rodada deve ser precedida de uma conversa de cúpula: entre o governador Renan Filho (PMDB) e o presidente do Tribunal de Justiça, que devem sentar na próxima semana. E dependendo da evolução nesse encontro, é que as comissões de negociação do governo e dos trabalhadores voltam ao Tribunal de Justiça para tentar fechar um acordo.

Embora as negociações venham se arrastando há quase três meses, do encontro de hoje, cada um saiu com a avaliação de que ainda é possível avançar. “Não conseguíamos ultrapassar os 5%, mas hoje saímos da reunião sabendo que os desembargadores Washington Luiz e Tutmés Airan discutirão com o Governo a possibilidade de avançarmos para o IPCA, que é 6,41%”, avaliou a presidente da CUT, Rilda Alves

“O Governo pede a compreensão de todos para que se chegue a um entendimento”, disse o secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias. “Foi positivo. Cada uma das partes apresentou sua versão e, naturalmente, uma decisão maior passa pelo governador Renan Filho, que será procurado na próxima semana para ver se chegamos a um denominador comum”, prometeu o desembargador Washington Luiz.

Resta esperar. E enquanto espera, o Movimento Unificado se prepara para participar da mobilização nacional convocada para a próxima terça-feira (28), contra a política econômica do governo federal, com um ato público focado na pauta local.

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