1 de setembro de 2016 • 11:10 pm

Segurança

Sem coletes balísticos, policiais civis são orientados a não realizar operações

Sindpol diz que já pediu providências, mas Delegacia Geral respondeu que não tem condições de repor equipamentos

Por: Fátima Almeida
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Um novo impasse entre o Sindicato dos Policiais Civis e a Delegacia Geral de Polícia pode resultar na desarticulação de alguma operações policiais. De acordo com o Sindpol, boa parte dos coletes à prova está com prazo de validade vencido ou prestes a vencer. Providências já foram cobradas à instituição gestora, mas a resposta encaminhada pela delegada Adjunta, Kátia Emanuely, segundo o sindicato, é de que não há condições de repor o equipamento a curto prazo.
coletes PB

Etiqueta do colete mostra data de vencimento – agosto de 2016 (Foto: Joseane Calado

Diante do risco que isso representa, o Sindpol está orientando os policiais civis a não realizem operação se o colete balístico estiver vencido.O documento respondido pela assessoria técnica do Núcleo de Regulação, Registro e Controle de Armamento, Munição e Explosivo (Nurrcame), revela que a Delegacia Geral tentou adquirir 1000 coletes de proteção balística, já prevendo a substituição dos que venceriam em 2016, mas que não foi possível, tendo em vista a não utilização de recursos do Pro-invest pelo governo estadual. “Por este motivo, buscamos novamente em 2015 comprar – desta vez 1400 coletes de proteção balística – com o processo nº 20105-005295/2015 que se encontra em curso”, revela o expediente.

Colete vencidoDe acordo com o Sindpol, a Delegacia Geral também informou que a Polícia Civil recebeu a doação da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) de 170 coletes femininos e aguarda outros 600 coletes que devem chegar até a primeira quinzena de dezembro próximo.

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