30 de Janeiro de 2017 • 12:37 pm

Política

Sem diploma, Eike Batista é preso em cela comum em presídio no RJ

Empresário saiu do aeroporto para o IML, onde fez exames de corpo de delito, antes de ser levado para a prisão.

Por: Da Redação
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Empresário teve a peruca retirada e o cabelo raspado. Foto: reprodução/Uol

Depois de fazer exames de corpo de delito, no Instituto Médico Legal (IML), na manhã de hoje, o empresário Eike Batista foi levado para o presídio Ary Franco, zona norte do Rio de Janeiro. De lá, seguiu para o presídio Bangu 9. Como não tem diploma universitário, deve aguardar julgamento em uma cela comum.

Ele teve a prisão decretada na quinta-feira (26), no âmbito da Operação Eficiência, segunda fase da Calicute, o desdobramento da Lava Jato no Rio. Considerado foragido pela Justiça, o empresário teve o nome incluído na lista de procurados da Interpol.

O advogado Fernando Martins, responsável pela defesa de Eike, disse durante entrevista na entrada do presídio Ary Franco que o principal objetivo agora é preservar a integridade de seu cliente.

“Ele acabou de chegar e a gente ainda não conseguiu traçar uma linha de defesa. Então, vamos aguardar. Até agora estamos tomando as medidas jurídicas cabíveis no sentido de preservar a integridade física [dele]. Esse é o nosso primeiro objetivo”, disse.

A investigação

Quando o mandado de prisão foi expedido, Eike estava fora do país. A prisão foi decretada após a delação dos irmãos e doleiros Renato Hasson Chebar e Marcelo Hasson, que contaram sobre o pagamento de US$ 16,5 milhões de propina ao ex-governador do Rio ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB).

Segundo a investigação, o pagamento da propina faz parte do esquema usado por Sérgio Cabral e outros investigados para ocultar mais de US$ 100 milhões remetidos ao exterior. Desse valor, repassado em ações da Vale, da Petrobras e da Ambev, apenas 10% já foi recuperado pelo Ministério Público Federal.

Ao decidir pela prisão preventiva de Eike e de mais oito pessoas, o juiz Marcelo Bretas argumentou que havia “a necessidade estancar imediatamente a atividade criminosa”.

 

Com uol notícias

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