18 de novembro de 2015 • 11:01 am

Maceió

Sem licença ambiental, onze agências bancárias são fechadas em Maceió

Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, dos 74 agências em funcionamento na capital apenas uma está regularizada

Por: Fátima Almeida
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Maceió : 18-11-2015 Fiscalização fecha 11 agências bancárias de Maceió sem licença ambiental. FOTO: DÁRCIO MONTEIRO

Ação fechou várias agências em Maceió (foto: Cortesia)

Maceió : 18-11-2015 Fiscalização fecha 11 agências bancárias de Maceió sem licença ambiental. FOTO: DÁRCIO MONTEIRO

Equipe da Sempma contou com apoio da Guarda Municipal (foto: Cortesia)

Por essa ninguém esperava. Onze agências bancárias foram fechadas, hoje pela manhã, em Maceió, numa operação desencadeada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sempma), para flagrar irregularidades em relação aos procedimentos de licença ambiental e Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). A operação está sendo encerrada agora, mas será retomada nos próximos dias, e novos estabelecimentos bancários deverão ser fechados, se não se regularizarem até o final da tarde.

De acordo com a assessoria da Sempma, das 74 agências que funcionam na capital alagoana, apenas uma – do Banco Itaú, na Ponta Verde – tem licença ambiental para funcionar. Eles informaram, também, que todas foram notificadas há mais de um mês, quanto às irregularidades detectadas e as consequências a que estariam sujeitas, inclusive o fechamento e o pagamento de multa, mas ninguém procurou a Secretaria para se regularizar.

A operação começou cedo, e alguns bancos nem chegaram a abrir. Por volta das 7h30, as equipes da Sempma, Guarda Municipal e Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) já estavam na porta do Santander, primeiro a ser fiscalizado e interditado, na Rua do Sol. Também foram fechadas uma agência do Banco Safra, na mesma rua, duas do Bradesco, três do Itaú, uma da Caixa Econômica e uma do Banco do Brasil

Para voltar a funcionar, cada uma terá que pagar a multa estabelecida acima de R$ 230 mil por cada cinco anos de funcionamento sem licença ambiental, e procurar a assessoria jurídica da Sempma para assinar Termo de Ajuste de Conduta (TAC), comprometendo-se em regularizar a situação ambiental dentro do prazo estabelecido.

No Banco Safra, segundo relatou a assessoria da Sempma, houve uma certa demora em atender à fiscalização, o que foi entendido como tentativa de obstrução aos trabalhos. O resultado foi uma multa extra de R$ 15 mil, acrescida à da ausência da licença ambiental.

Pego de surpresa, o Sindicato dos Bancários chegou a se mobilizar e comparecer a algumas agências, em apoio aos trabalhadores. Mas na avaliação da entidade, a questão é de fórum administrativo, entre as agências bancárias e o Município, e não cabe interferência do sindicato.

Muitos clientes também foram pegos de surpresa e tiveram que procurar outras agências que permaneceram abertas por não terem, ainda, sido fiscalizadas.

O Eassim ainda não conseguiu contato com os representantes dos bancos.

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