18 de abril de 2017 • 11:39 am

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Sem terra: povo marcado

Cerca de três mil sem terra ocupam a superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Centro, em Maceió. A  ação no prédio do Incra é um ataque…

Por: Bleine Oliveira
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Passeata: ação repetida e de pouco efeito.
Foto: G1/AL

Cerca de três mil sem terra ocupam a superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Centro, em Maceió. A  ação no prédio do Incra é um ataque ao governo de Michel Temer, a quem o movimento acusa de “dar um verdadeiro golpe na Reforma Agrária. Impedindo a criação de novos assentamentos e querendo privatizar os que já existem”.

Tudo bem, há uma Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária, e os movimentos sociais precisam reagir contra as reformas trabalhista e previdenciária. Mas essa estratégia de ocupar a sede do Incra e fazer passeata interrompendo o trânsito, está esgotada!

A verdade é que não há retorno político nas ações repetidas à exaustão.

Nesta manhã de terça-feira, 18, uma representação dos movimentos aguarda audiência com o governador Renan Filho (PMDB).

Entre as demandas que vão apresentar a RF, os líderes querem a intervenção do governo para destinar as áreas do Grupo João Lyra para o assentamento das famílias acampadas nas terras da Laginha e parte das terras da Usina Guaxuma.

Ou seja, mais do mesmo!

Enquanto não forem alfabetizados, e dessa forma conscientizados sobre seus direitos e deveres, os trabalhadores continuarão assim, puxados de um lado para o outro. “Êh vida de gado”!!

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