30 de maio de 2016 • 12:41 pm

Política

Sem Terra reocupam acampamento no município de Atalaia, em Alagoas

Famílias moravam na na área há 12 anos, e foram despejadas na segunda-feira passada

Por: Da Redação com Assessoria
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As 73 famílias do Movimento Sem Terra, despejadas na segunda-feira passada (23), da antiga Fazenda São Sebastião, em Atalaia, reocuparam a área na manhã de hoje (30), onde viveram por 12 anos, desde a primeira ocupação pelo MST, que em 2004 instalou ali o Acampamento São José.

Sem terra: nova ocupação

Sem terra: nova ocupação

A fazenda pertencia à massa falida da antiga Usina Ouricuri, e desde que foi ocupada pelo Movimento, vive sob intenso conflito pela disputa da área. Lideranças dos sem terra atribuem a essa disputa, a morte do ex-dirigente estadual do MST, Jaelson Melquíades, no ano de 2005. 

A avaliação do movimento é de que a conquista do Acampamento São José será uma luta incansável. “Não vamos medir esforços para que as famílias que vivem embaixo da lona preta tenham sua terra e vida digna. Esse acampamento é uma questão de honra para cada trabalhador e trabalhadora Sem Terra, pois nessa terra corre o sangue de companheiros que lutaram para que esse espaço fosse ocupado com vida, justiça e fartura”, diz a direção do Movimento.

Nessa conta eles também também colocam os assassinatos de Chico do Sindicato e José Elenilson (em 1995 e 2000, respectivamente), na mesma região, considerada uma das áreas mais emblemáticas em questões de conflito de terra no estado.

O último despejo foi realizado sob o argumento do suposto usucapião da terra, em nome da família do antigo arrendatário das terras da massa falida da Usina Ouricuri, Pedro Batista, que desde 2015 tem ação rescisória no Ministério Público do Trabalho questionando a propriedade da terra. Os Sem Terra querem que a ação rescisória, impetrada pelo MPF e em tramitação no Tribunal de Justiça (TJ-AL) seja julgada de imediato.

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