3 de setembro de 2015 • 2:53 pm

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Senado em 2018. O plano B de Renan e um Beltrão na cola de Vilela

A Operação Navalha e as contas de 2011 a 2013 do ex-governador são pedras no meio do caminho.

Por: Marcelo Firmino
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Marx Beltrão: plano B?

Marx Beltrão: plano B?

As esperanças do ex-governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) de voltar a se candidatar ao Senado em 2018 vão aos poucos se complicando. A possibilidade de o Supremo Tribunal Federal reanalisar as contas do governo dele no período de 2011 a 2013 não é um sintoma animador.

Além disso, Vilela tem lhe pisando os calos a Operação Navalha onde ele aparece como o beneficiário de uma propina na ordem de R$ 500 mil, que teria sido paga por Zuleido Veras, da construtora Gautama.

O caso foi reaberto na Justiça Federal logo que ele deixou o governo e voltou a planície como um cidadão comum. Se condenado aparecerá no rol dos fichas sujas e, portanto, tornar-se-á inelegível.

Vilela sonhava em reeditar a famosa dobradinha dos “irmãos fraternos” com o senador Renan Calheiros (PMDB). Como em 2018 a disputa para o Senado envolve duas vagas, os dois trataram logo de fazer uma aliança  antes mesmo das eleições de 2014.

Mas, em função dos acidentes de percurso que têm acontecido na vida deles, Renan Calheiros tratou também de construir um plano B, que passa emergencialmente pela família Beltrão e seu amplo espólio eleitoral a partir da base de Coruripe.

A história é a seguinte. Percebendo que Téo Vilela pode se atrapalhar no meio do caminho, o senador tratou de estimular seu até então correligionário, o deputado federal Marx Beltrão a se candidatar ao Senado em 2018. Sem Vilela, Beltrão e Calheiros formarão a dupla para as duas vagas em disputa.

O deputado gostou da ideia e já está solto na buraqueira trabalhando. É dele hoje o controle do PSD de Gilberto Kassab, legenda para onde pretende migrar tão logo a janela para a mudança de partido se abra neste ou no próximo mês.

Marx Beltrão tem conversado com lideranças no interior e estimulado candidatos a prefeito em municípios pólos, com o claro intuito de ampliar seu lastro eleitoral. Como tomou gosto pela ideia, será dificil tirar o jovem deputado da disputa por uma das vagas ao Senado Federal.

Eis aí um problema para Téo Vilela e por extensão para o próprio Renan, pai da candidatura no plano B. Isso por que mesmo que o ex-governador consiga o direito legal de candidatar-se ainda corre o risco de enfrentar um jovem político correndo por fora e com sede de poder.

Mas, até lá, todos terão tempo suficiente para planejar bem o que cada um poderá ser e ter.

 

 

 

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