18 de Abril de 2016 • 11:19 am

Brasil

Senador Renan Calheiros é agora a última esperança do governo Dilma

No olho do furacão, senador alagoano, passa a ser político mais pressionado do País.

Por: Da Redação
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O Senado Federal deverá fazer a leitura da decisão tomada pela Câmara no domingo, 17,  contra a presidente Dilma Rousseff, e a expectativa dos governador é que o presidente da casa Renan Calheiros (PMDB-AL) seja o posto de Eduardo Cunha.

Parlamentares solidários a Lula  (José Cruz/Agência Brasil)

Parlamentares solidários a Lula (José Cruz/Agência Brasil)

Considerado um dos políticos mais experientes do País, ele será bombardeado, nos próximos dias, por pressões de parlamentares da oposição, empresários e meios de comunicação interessados na cassação sumária da presidente Dilma Rousseff.

Os governistas, entretanto, afirmam que nada indica que Renan agirá com a pressa do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que fez correr o calendário da Câmara, “para que o golpe parlamentar fosse votado numa tarde de domingo, sem futebol da Globo”.

Ex-militante do PCdoB na juventude, Renan ainda se vê como um político de esquerda e que tem, agora, a missão mais importante de sua vida: encontrar uma saída política para a crise, preservando a democracia.

Renan já fez duas declarações públicas importantes sobre o processo de impeachment. Disse que “sem crime de responsabilidade é golpe” e também que “não irá manchar a sua biografia”. A amigos, ele revelou que jamais irá repetir a história de Auro de Moura Andrade, que declarou vaga a presidência da República após a deposição de João Goulart pelos militares, e foi chamado de “canalha” por Tancredo Neves.

Qualquer que seja o desfecho desta situação, o senador alagoano será alvo de pressões de toda a natureza e até ataques desrespeitosos, via redes sociais, para apressar o processo de cassação do mandato de Dilma Rousseff.

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