24 de fevereiro de 2016 • 5:28 pm

Maceió

Sequestro de bens dos Lira deixa prefeito e seu vice em situação difícil

O vice-prefeito, Marcelo Palmeira (PP), foi indicado por Benedito de Lira na chapa de Rui que recebeu toda estrutura do senador, que agora tem os bens bloqueados.

Por: Da Redação
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A decisão do Supremo Tribunal Federal de bloquear os bens do senador Benedito de Lira e do deputado federal, Arthur Lira, ambos do PP, surge como um petardo violento dentro do partido e inclusive na administração municipal de Maceió. Neste caso, por que o vice-prefeito, Marcelo Palmeira (PP), enteado do senador,  está no cargo por uma exigência dele.

Benedito e Arthur: juntos em processo.

Benedito e Arthur: juntos em processo.

Benedito e Arthur Lira foram os principais avalistas das eleição do prefeito Rui Palmeira, sobretudo por que no ato da candidatura Rui não teve, de imediato, o apoio do seu partido, o PSDB. A família Lira bancou, inclusive a estrutura de campanha.

 

Consta no processo do STF que o dinheiro arrecadado, antes da Lava Jato, foi utilizado também  em campanhas. Como o enteado de Benedito de Lira foi o candidato a vice de Rui Palmeira, isso remete a grandiosa contribuição que o senador e o deputado destinaram para a eleição do prefeito e do vice.

Bloqueio – Eis que o Supremo Tribunal Federal (STF)  determinou o sequestro de R$ 4,2 milhões em bens do senador Benedito de Lira (PP-AL) e de seu filho, o deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Por terem foro privilegiado, ambos são investigados no STF por suspeita de envolvimento com o esquema de corrupção instalado na Petrobras e descoberto pela Operação Lava Jato.

Segundo o despacho de sequestro assinado pelo ministro do STF Teori Zavascki, o bloqueio atinge R$ 2,6 milhões do deputado e R$ 1,6 milhão do senador. Relator da Lava Jato, Teori formalizou a decisão por solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF). O ministro se baseou em informações colhidas na delação premiada firmada pelo dono da UTC, Ricardo Pessoa, com o Ministério Público.

Ao expedir a determinação de sequestro, Teori encaminhou comunicado ao Banco Central para que as devidas providências sejam tomadas no sentido da indisponibilidade dos bens. O ministro esclareceu ainda que o valor a ser sequestrado é menor no caso de Benedito de Lira porque, nos autos da investigação, não há evidências de que ele tenha se beneficiado da propina pedida por seu filho à UTC.

 

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