16 de junho de 2016 • 8:08 am

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Sérgio Machado diz que Aécio e Téo Vilela receberam R$ 7 milhões de propina

Os valores atualizados chegam a R$ 19,4 milhões que financiaram 50 deputados federais em 2001

Por: Da Redação
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O senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu R$ 1 milhão em propina para financiar sua campanha eleitoral à Câmara dos Deputados em 2001, de acordo com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, em delaçãopremiada firmada com os investigadores da Lava Jato.

Segundo Machado, ele, Aécio e Teotônio Vilela (presidente do PSDB à época) arrecadaram cerca de R$ 7 milhões (R$ 19,4 milhões em valores atualizados e corrigidos pelo IPCA). Os recursos teriam sido utilizados para bancar a campanha de pelo menos 50 deputados e formar uma base majoritária para eleger Aécio para a Presidência da Câmara. Na delação, o ex-presidente da Transpetro relata que R$ 4 milhões do total obtido vieram da campanha de reeleição de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), então presidente da República, em 1998. O restante teria saído de empresas.

“A maior parcela dos cerca de R$ 7 milhões de reais arrecadados à época foi destinada ao então deputado Aécio Neves, que recebeu R$ 1 milhão de reais em dinheiro”, disse Machado, acrescentando que o tucano “recebia esses valores através de um amigo de Brasília que o ajudava nessa logística”. Antes de de filiar ao PMDB, Machado integrava os quadros do PSDB.

Na delação, o ex-presidente da Transpetro corroborou, ainda, outros depoimentos sobre Aécio em relação a recebimento de propina de Furnas e disse que “parte do dinheiro para a eleição de Aécio para a Presidência da Câmara veio de Furnas”, à época comandada por Dimas Toledo.

“Todos do PSDB sabiam que Furnas prestava grande apoio ao deputado Aécio Neves via o diretor Dimas Toledo, que era apadrinhado por ele durante o governo Fernando Henrique Cardoso e Dimas Toledo contribuiu com parte dos recursos para a eleição da bancada da Câmara à época”, disse Machado.

O senador Aécio Neves já é investigado em dois inquéritos abertos a partir da delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS).

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