4 de agosto de 2015 • 12:15 pm

Maceió

Servidores da Justiça Federal fazem novo protesto nesta terça

Categoria se reúne em frente à sede do TRT, a partir das 13h, para acomanhar audiência com o presidente sobre corte do ponto dos grevistas.

Por: Fátima Almeida
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Servidores estão em greve a quase dois meses - Foto: Joseane Calado

Servidores estão em greve a quase dois meses – Foto: Joseane Calado

Um novo ato público, a partir das 13h desta terça-feira, marca o protesto dos servidores do Judiciário federal, contra a decisão do Pleno do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-AL), de cortar o ponto e benefícios remuneratórios dos trabalhadores em greve, anunciada na sexta-feira passada (31).

Iniciada no dia 17 de junho, a paralisação do Judiciário federal visava, inicialmente, pressionar a aprovação, no Congresso Nacional, do Projeto de Lei nº 28\2015, que concede a essas categorias, reajuste escalonado, de 53 a 78%, de acordo com o cargo. O projeto foi aprovado, mas foi vetado pela presidente Dilma Rousseff, o que levou os trabalhadores a manter a mobilização, agora pela derrubada do veto presidencial.

Na semana passada, o presidente do TRT em Alagoas, desembargador Pedro Inácio da Silva, anunciou a decisão de cortar o ponto dos trabalhadores em greve, mas eles decidiram manter a paralisação. Ontem, eles realizaram manifestação em frente ao prédio sede do TRT, na Avenida Assis Chateaubrinad.

Hoje à tarde, junto com representante da OAB-AL, uma comissão do Comando de Greve será recebida em audiência pelo presidente do TRT. Vão tentar reverter a decisão do corte do ponto, com um pedido de reconsideração, levando em consideração a decisão do Conselho Nacional de Justiça, que na greve de 2011 orientou a negociação e compensação dos dias parados. Do lado de fora, os trabalhadores vão acompanhar o resultado da reunião.

Segundo o coordenador geral do Sindjus-AL, Paulo Falcão, o reajuste aprovado pelo Congresso repõe perdas acumuladas por um período de nove anos em que as categorias do Judiciário federal ficaram sem reposição salarial. Ele considera o corte do ponto um ataque ao direito de greve dos trabalhadores.

 

 

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